sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

P- 50, ADEUS GUINÉ



Esta música fez estória no tempo da Guerra colonial, ou do Ultramar, 1961 a 1974
De autoria do "Conjunto Típico Armindo Campos" de Matosinhos. Marcou de uma forma ou de outra todos os soldados, principalmente os que estiveram na Guiné, que de algum modo sentiram, terem cumprido o dever para a qual foram chamados, que era defender a Pátria. Este conceito estava muito enraizado na maioria dos soldados, era acima de tudo um acto de cidadania.

http://www.youtube.com/watch?v=uZz8acVMoKU&feature=PlayList&p=5900B48768695232&playnext=1&playnext_from=PL&index=16

P 49 - A MÃE


http://www.youtube.com/watch?v=v2jylLQmcEY&feature=related

Imagens que tocam bem fundo !


Custou, mas podemos dizer ainda hoje, que fomos uma juventude generosa que não renegou o chamamento da Pátria. Só os pérfidos de ontem (hoje auto-cognominados de patriotas), o fizeram.
Mais que por qualquer consciência política a nortear os nossos comportamentos, preservámos a fidelidade a um dos primeiros deveres de cidadania : "A defesa da pátria é um dever indeclinável de todos os portugueses..."
Este belo tema do Conjunto Oliveira Muge, de Ovar, foi grande êxito à época.

Afonso Sousa

afonso.sousa@netvisao.pt










sábado, 23 de Janeiro de 2010

P-48: Parabéns a você - O segredo do Sousa de Castro, um velhinho da Tabanca Grande (Luís Graça)

Um agradecimento muito especial não só ao editor do blogue: "Luís Graça & Camaradas da Guiné", mas também a todos aqueles que quiseram partilhar comigo, com suas mensagens no dia do meu aniversário, que me deixou muito sensibilizado.

Luís Graça & Camaradas da Guiné: Guiné 63/74 - P5468: Parabéns a você (52): O segredo do Sousa de Castro, um velhinho da Tabanca Grande (Luís Graça)


A hiperligação extraída do blogue: http://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/
Com a devida vénia.

quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

P47 - O AEROGRAMA





BATE-ESTRADAS

Quem não se lembra do aerograma, conhecido também, por bate-estradas!

Edição exclusiva do “Movimento Nacional Feminino” sem custo para o utilizador. Era através do deste movimento que conseguíamos várias coisas, não só os aerogramas totalmente gratuitos, para escrevermos para nossas famílias, como também, livros, outros materiais e se a memória não me trai, também tabaco, bastava para o efeito enviar um aerograma solicitando o que pretendíamos. Tentavam sempre na medida do possível satisfazer todos os pedidos



Nota: - O Movimento Nacional Feminino (1961-1974) foi uma organização de suporte do Estado Novo criada por iniciativa de Cecília Supico Pinto e apoiada por António de Oliveira Salazar, voltada para a organização das mulheres em torno do apoio à Guerra Colonial, em particular quando o conflito em Angola, Moçambique e Guiné se intensificou.

Fonte: Wikipédia (A enciclopédia livre), com a devida vénia

terça-feira, 15 de Dezembro de 2009

P 46 - Natal 2009

sábado, 5 de Dezembro de 2009

P45 - Apresentação da 3ª edição do livro “A retirada de Guilege” do Coronel, Coutinho e Lima


No dia 05/12/2009, na Junta de Freguesia de Vila Fria, concelho de Viana do Castelo, que patrocinou, a apresentação da terceira edição do livro “A Retirada de Guilege” do Coronel, Coutinho e Lima.

O presidente de Junta, para além de agradecer a presença de várias pessoas, enalteceu o facto, como sendo muito importante, de um Vilafriense ter escolhido a sua terra Natal para apresentação do seu livro.

O Coronel começou por dissecar e explicar a razão (com o auxilio de mapas), que o levou a tomar a decisão estratégica de retirar de Guilege, foi ovacionado pelos presentes, tendo respondido a várias questões e dúvidas, levantadas por alguns assistentes.

Curiosamente estiveram alguns ex. combatentes que passaram por Guilege e Gadamael Porto, nomeadamente um homem que veio propositadamente de Lamego dar um abraço ao seu comandante e que afirmou que aquela (retirada) foi a melhor opção que podia ter tomado, (segundo ele) a situação na altura era insustentável. Se assim não fosse poderiam perder-se muitas vidas humanas.

No final foi oferecido um verde de honra, aí, vários ex. combatentes reviveram os tempos idos da Guiné.

Sousa de Castro





quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

P44 - Os mortos da Companhia de Artilharia 3494




Foto de: Humberto Reis, cartógrafo-mor do blogue: "Luís Graça & Camaradas da Guiné" http://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/




Do site "Guerra do Ultramar" http://ultramar.terraweb.biz/
info: LC123278 - Guiné 1971/74

Aparece um documento, onde, e ao contrário do que muita gente pensa, não foram 4 camaradas mortos ou desaparecidos ou acidentados, conforme as circunstâncias, mas sim! 8 homens ligados todos à CART 3494/BART3873

Sendo eles:

MANUEL DA ROCHA BENTO
Freg. (naturalidade): Galveias
Concelho: Ponte de Sor.
Posto: Furriel Miliciano
Un. OP: CART3494/BART3873
Data: 22-04-1972
Local de sepultura: Galveias (morto em combate)

ABRAÃO MOREIRA ROSA
Freg (naturalidade): Vila Nova de Famalicão
Concelho: Vila Nova de Famalicão
Posto: Soldado
Un. OP: CART3494/BART3873
data: 10-08-1972
Local Sepultura: não reconhecida (desaparecido)

JOSÉ MARIA DA SILVA E SOUSA
Freg. (naturalidade) Trofa Velha - Bougado (Santiago)
Posto: Soldado
Un. OP: CART3494/BART3873
Data: 10-08-1972
Local Sepultura: Bambadinca

sepultura em Bambadinca do José M. S. Sousa
Foto de: ex. 1º cabo auto -
Abílio Soares Rodrigues


MANUEL SALGADO ANTUNES
Naturalidade: Póvoa de Varzim
Concelho: Póvoa de Varzim
Posto: Soldado
Un. OP: CART3494/BART3873
Data: 10-08-1972
Local de Spultura: não reconhecida (desaparecido)

MUSSA CANDÉ
Freg. (naturalidade): Darsalame - Xitole
Concelho: Bafatá
Posto: Soldado Milícia
Un. OP: Pelotão de Milícias 308/CART3494
Data_ 11-07-1973
Local de Sepultura: Mansambo

MUFAMARÁ SANÉ
Freg. (naturalidade): Cambana - Bambadinca
Un. OP: Pelotão de Milícias 309/CART3494
Data_ 07-03-1972
Local de Sepultura: Não conhecida

DICOR EMBALÓ
Freg. (naturalidade): Aliu Zai - Bambadinca
Concelho: Bafatá
Posto: Soldado Milícia:
Un. OP: pelotão de Milícias 309/CART3494
Data: 19-07-1972
Local de Sepultura: não reconhecida

BLAQUE NANAU
freg. (naturalidade) Calacunda - Porto Gole
Concelho: Mansoa
Posto: soldado milícia
Un. OP: pelotão de Milícia 310/CART3494
Local de Sepultura: Enxalé
Local sepultura: não conhecida
















quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

P43 - COMPARAÇÂO da G3 e AK47 por Mário Dias

Texto de Mário Dias:

Na Guerra do Ultramar, a espingarda automática dos portugueses era a alemã G3, enquanto que a espingarda dos nossos opositores era a russa AK47 (*).

(*) também conhecida por “Kalashnikov” (nome do seu inventor, um oficial russo)


É muito vulgar e frequente tecerem-se comentários depreciativos à espingarda G3, quando comparada à AK47. Em minha opinião, nada mais errado. Analisemos, à luz das características de cada uma e da sua utilização prática, os prós e contras verificados durante a guerra em que estivemos empenhados em África:

Comprimento: G3 - 1020mm; AK47 - 870mm
Peso com o carregador municiado: G3 - 5,010Kg; AK 47 – 4,8Kg
Capacidade dos carregadores: G3 – 20 cartuchos; AK47 – 30 cartuchos
Alcance máximo: G3 – 4.000m; AK47 – 1.000m
Alcance eficaz (distância em que pode pôr um homem fora de combate se for atingido):
G3 – 1.700m; AK47 – 600m
Alcance prático: G3 – 400m; AK 47 – 400m

Passemos então a comparar.

No comprimento e peso a AK47 leva alguma vantagem. A capacidade dos carregadores, mais 10 cartuchos na AK47 que na G3, será realmente uma vantagem?

Se, por um lado, temos mais tiros para dar sem mudar o carregador, por outro lado esse mesmo facto leva-nos facilmente, por uma questão psicológica, a desperdiçar munições. E todos sabemos como o desperdício de munições era vulgar da nossa parte apesar de os carregadores da G3 serem de 20 cartuchos.

O usual era, infelizmente, “despejar à balda” sem saber para onde nem contra que alvo. Sem pretender criticar a maneira de actuar de cada um perante situações concretas, eu, durante todas as acções de combate em que participei ao longo de 4 comissões, o máximo que gastei foi um carregador e meio (cerca de 30 cartuchos). Por tal facto, em minha opinião, a dotação e capacidade dos carregadores da G3 é mais que suficiente, além de que os próprios carregadores são mais maneirinhos e fáceis de transportar que os compridos e curvos carregadores da AK47.

Também quanto ao poder balístico, a G3 leva vantagem pois, embora na guerra em matas e florestas seja difícil visar alvos para além dos 100/200 metros, tem maior potência de impacto e perfuração sendo a propagação da onda sonora da explosão do cartucho muito mais potente na G3, o que traz uma maior confiança a quem dispara e muito mais medo a quem é visado. A G3 a disparar impõe muito mais respeito.

Porém, os principais motivos que me levam a preferir a G3 à AK47 (creio que a fama desta última é mais uma questão de moda) são as que a seguir vou referir ilustradas, dentro das possibilidades, com gravuras:




G3

AK47


Deixem-me, então, começar a vender o meu peixe em louvor da G3. Todos sabemos a importância do silêncio e da rapidez de reacção numa guerra de guerrilha e de como o primeiro a disparar leva vantagem.

Normalmente o combatente numa situação de contacto possível em qualquer lado e a qualquer momento leva geralmente a arma com um cartucho introduzido na câmara e em posição de segurança. Eu e o meu grupo tínhamos bala na câmara e arma em posição de fogo desde a saída à porta de armas do aquartelamento até ao regresso e nunca houve um único disparo acidental. Mas, partindo do princípio que nem todos teriam o treino necessário para assim procederem, a arma iria então com bala na câmara e na posição de segurança.

Quando dois combatentes se confrontam, o mais rápido e silencioso tem mais possibilidades de êxito e, nesse aspecto, a G3 tem uma enorme vantagem sobre a AK47. Talvez poucos se tivessem dado conta dos pequenos pormenores que muitas vezes são a diferença entre a vida e a morte.

Um caso concreto:

Vou por um trilho no meio do mato e surge-me de repente um guerrilheiro. Levo a arma em segurança e tenho rapidamente de a colocar em posição de fogo. Do outro lado o guerrilheiro terá de fazer o mesmo. Em qual das armas esta operação é mais rápida e fácil? Sem dúvida alguma na G3.

Se olharmos para as gravuras observamos que na G3, levando a arma em posição de combate, à altura da anca com a mão direita segurando o punho dedo no guarda mato pronto a deslizar para o gatilho, utilizando o polegar sem tirar a mão do punho com toda a facilidade e de forma silenciosa passo a patilha de segurança para a posição de fogo e disparo.

E o portador de AK47? Sendo a alavanca de comutação de tiro do lado direito da arma e longe do alcance da mão terá que, das duas uma: ou larga a mão do punho para assim alcançar a alavanca de segurança ou então tem que ir com a mão esquerda efectuar essa manobra. Em qualquer das soluções, quando a tiver concluído já o operador da G3 terá disparado sobre ele.

Suponhamos agora que o homem da G3 vê um guerrilheiro e não é por este detectado. A passagem da posição de segurança à posição de fogo, além de rápida, é silenciosa pois a patilha de segurança é leve a não faz qualquer ruído ao ser manobrada. O guerrilheiro não se apercebe de qualquer ruído suspeito e mais facilmente será surpreendido. Ao contrário, um guerrilheiro que me veja sem que eu o veja a ele e tenha que colocar a sua AK47 em posição de fogo para me atingir, de imediato me alerta para a sua presença pois a alavanca de segurança dá muitos estalidos ao ser accionada. Assim, não é tão fácil a um portador de AK47 surpreender alguém a curta distância.

Outro caso concreto:

Todos certamente estaremos recordados de quantos vezes era necessário combinar o fogo com o movimento nas manobras de reacção a emboscadas ou na passagem de pontos sensíveis. Nessas ocasiões, em que fazíamos pequenos lanços em corrida para rapidamente atingirmos um abrigo para o qual nos teríamos de lançar de forma a ficarmos automaticamente em posição de podermos fazer fogo (a chamada queda na máscara), a G3, devido à sua configuração era de grande ajuda pois, não tendo partes muito salientes em relação ao punho por onde a segurávamos, (o carregador está ao mesmo nível) permitia que de imediato disparássemos com relativa eficácia.

E a AK47? Reparem bem naquele carregador tão comprido e saliente do corpo da arma. Como fazer manobra idêntica? Impossível. Mesmo colocando a arma com o carregador paralelo ao solo para facilitar a “aterragem”, isso faz com que tenhamos que perder tempo a corrigir a posição de forma a estarmos aptos a disparar. E em combate cada segundo é a diferença entre a vida e a morte.

Um defeito geralmente apontado à G3 é que encravava facilmente com areias e em condições adversas.

Quero aqui referir que ao longo dos muitos anos da minha vida militar, tanto em combate como em instrução ou nas carreiras de tiro, tive diversas armas G3 distribuídas e nunca nenhuma se encravou. A G3 possui de facto um ponto sensível que poderá impedir o seu funcionamento se não for tomado em conta. Trata-se da câmara de explosão, onde fica introduzido o cartucho para o disparo, que tem uns sulcos longitudinais (6 salvo erro)* destinados a facilitar a extracção do invólucro. Acontece que se esses sulcos não estiverem limpos e livres de terra ou resíduos de pólvora não se dá a extracção porque o invólucro fica como que colado às paredes da câmara. Se houver o cuidado em manter esses sulcos sempre livres de corpos estranhos nunca a G3 encravará. Outra coisa que poderá levar a um mau funcionamento é as munições estarem sujas ou com incrustações de calcário ou verdete.

Nós tínhamos por hábito, como forma de prevenir este inconveniente, untarmos as mãos com óleo de limpeza de armamento, para esfregarmos as munições na altura de as introduzirmos nos carregadores. E resultou sempre bem.

São pequenos pormenores que deveriam ter sido ensinados na recruta mas, pelos vistos, nem sempre havia essa preocupação bem como muitas outras que foram, a meu ver, causa de algumas (muitas) mortes desnecessárias.

CONCLUSÃO

Depois de passados tantos anos sobre a guerra, continuo fã incondicional da G3. Se voltasse ao passado e as situações se repetissem, novamente preferia a G3 à HK47.


__________
Mário Dias


Nota: Tomei a liberdade de publicar este texto, de autoria do sr. Mário Dias e enviado pelo meu amigo Afonso M. F. Sousa [afonso.sousa@netvisao.pt] que agradeço com a devida vénia.


segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

-P42 - CART 1746 1967/69 Bissorá, Ponta do Inglês e Xime

O Manuel Vieira Moreia foi 1º cabo mecânico auto, esteve em Bissorá, Xime e Ponta do Inglês, entre 1967/69 onde escreveu a 'canção da fome' pertenceu à CART 1746, encontrou-me no blogue 'http://blogueforanadaevaotres.blogspot.com' e temos trocado algumas msg. É da zona de ÁGUEDA Portanto temos aqui o nosso avozinho.




CANÇÃO DA FOME

Estamos num destacamento,
A favor de sol e vento,
Na Ponta do Inglês .
Não julguem que é enorme
Mas passamos muita fome,
Aos poucos de cada vez.

A melhor refeição
Que nos aquece o coração,
É de manhã o café;
Pão nunca comi pior
Nem café com mau sabor
Na Província da GUINÉ.

Ao almoço atum a rir
E um pouco de piri-piri,
Misturado com Bianda,
E sardinha p´ró jantar
E uma pinga acompanhar
Sempre com a velha manga.

Falando agora na luz
Que de noite nos conduz
As vistas par' ó capim:
Se o gasóleo não vem depressa,
Temos Turras à cabeça,
Não sei que será de mim.

Quando o nosso coração bole,
Passamos tardes ao Sol
Junto ao Rio, a esperar
De cerveja p'ra beber
E batatas p'ra comer
Que na lancha hão-de chegar.

A fome que aqui se passa
Não é bem p'ra nossa raça,
Isto não é brincadeira
E com isto eu termino
E desde já me assino


...MANUEL VIEIRA MOREIRA.






Ponta do Inglês em cima - ano 1967 em baixo 4 fotos no Xime em 1968


P 41 - A classificação das mensagens (TRMS)

TRMS

Bom! Vou tentar resumir o significado do grau de procedência e a classificação das mensagens (MSG)

Há quatro tipos de grau de procedência e grau de segurança, ou seja:

Grau de procedência:

Relâmpago

Imediato

Urgente

Rotina

- Relâmpago: quer dizer que uma msg deste tipo ao ser apresentada para expedição ultrapassa todas as outras que estiverem à frente. Interrompem a transmissão de uma outra msg de grau inferior.

- Imediato: Serão transmitidas antes das msg urgentes.

- Urgente: Serão transmitidas antes das de Rotina.

Uma msg Rotina é uma msg que pode ser transmitida até no dia seguinte ao dia da recepção.

Grau de Segurança

Quanto ao grau de segurança, temos dois tipos: Mensagens não classificadas e mensagens classificadas, estas divididas em quatro tipos de classificação:

- Muito secreto

- Secreto

- Confidencial

- Reservado

O grau de segurança a atribuir às mensagens é da exclusiva responsabilidade do remetente e a única consequência dessa classificação para as transmissões reside em a mensagem ser ou não ser transformada em linguagem secreta (codificada).

Espero ter contribuído de alguma forma para o significado de alguns procedimentos sobre transmissões.


Sousa de Castro ex. 1º cabo radiotelegrafista

P-40 - PERCURSO DE AMÍLCAR CABRAL ATÉ À FUNDAÇÃO DO "PAIGC"

GAZETA DO RACIONALISMO CRISTÃO



Amílcar Lopes Cabral

(Presidente Astral da Filial Avenida da Holanda do Racionalismo Cristão, São Vicente, Cabo Verde)
Amílcar Lopes Cabral nasceu em 12 de setembro de 1924 em Bafatá, na Guiné, filho de Juvenal Lopes Cabral e de Iva Pinhel Évora.

Aos 12 anos de idade junta-se ao pai, que nessa altura já havia regressado a Cabo Verde, e efetua os seus estudos primários na Rua Serpa Pinto, na Praia. Seguidamente inscreve-se em São Vicente no liceu Infante D. Henrique onde termina os estudos liceais em 1944, classificado como o melhor aluno. Ainda na sua juventude, Cabral evidenciava já uma especial avidez pela percepção do mundo que o rodeava, fato que se espelhava nos seus dotes de poeta e de escritor. Os seus sentimentos nacionalistas eram vistos com reprovação pelas autoridades coloniais.


O jovem Amílcar

A casa onde viveu em Santa Catarina

Em 1945, Cabral é um dos primeiros jovens das colónias portuguesas a ser contemplado com uma bolsa para frequentar os estabelecimentos de ensino superior em Portugal e matricula-se no Instituto Superior de Agronomia em Lisboa. A vida de estudante constituiu uma oportunidade para aprofundar o seu sentimento progressista anti-colonial, participando activamente nas actividades estudantis clandestinas que se desenvolviam à volta da Casa dos Estudantes do Império e da Casa de África; foi aí que veio a conhecer Marcelino dos Santos, Vasco Cabral, Agostinho Neto, Eduardo Mondlane e outros estudantes que viriam a ser futuros líderes dos movimentos de libertação.

Estando de férias em Cabo Verde, em 1949, Cabral participa na Rádio-Clube elaborando um conjunto de programas de índole cultural que logo são interditados pelas autoridades, devido à sua mensagem nacionalista que era bem acolhida sobretudo no seio dos jovens.

Regressando a Lisboa para continuar os estudos, Cabral retoma as suas actividades políticas, com os estudantes africanos, não obstante a vigilância cerrada e as ameaças cada vez mais insinuantes da polícia política portuguesa, a PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado).

Em 1952 Cabral terminou o curso e casou-se com Maria Helena Atalaide Vilhena Rodrigues.

Cabral, estudante

Com colegas de curso em Portugal

No início de 1953 Cabral é colocado como engenheiro agrónomo na Guiné-Bissau, para trabalhar na estação agrária experimental de Pessubé. Ele aproveita-se então da sua actividade profissional para percorrer a Guiné de ponta a ponta e adquirir um bom conhecimento do terreno bem como da constituição social das suas populações; é Cabral quem realiza o primeiro recenseamento agrícola dessa colónia portuguesa.

Depois de ter militado durante cerca de um ano no MING (Movimento de Libertação Nacional da Guiné), Amílcar Cabral decide fundar o PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde), a 19 de Setembro de 1956.

Um ano mais tarde, Amílcar Cabral foi trabalhar em Angola e aí participou também na criação do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) em Luanda, tendo desenvolvido uma intensa actividade na mobilização de jovens angolanos para a luta contra a dominação colonial.

Em Dezembro de 1957, Cabral viaja para Paris onde se encontra com Marcelino dos Santos, da FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique), e com Lúcio Lara, Mário de Andrade e Viriato da Cruz, do MPLA. Juntos resolvem então realizar a primeira reunião de concertação entre os movimentos de libertação das colónias portuguesas, na qual decidem cooperar em actividades conjuntas no campo internacional e criar em Lisboa um centro que coordenaria as acções entre esses movimentos. Na sequência dessa reunião, Cabral ao regressar de Paris passa por Lisboa onde mobiliza os estudantes nacionalistas africanos para criarem o MAC (Movimento Anti Colonialista), primeira organização clandestina formada em Portugal por estudantes oriundos das colónias portuguesas.

Cabral desenvolve nessa altura uma série de contctos visando buscar apoios externos para a luta contra a dominação colonial.

Depois do massacre de Pidjiguiti realizado em Bissau pelas forças coloniais de repressão, a 3 de Agosto de 1959, ele resolve regressar à Guiné-Bissau onde reúne a direcção do PAIGC para analisar a situação da luta no país. Fica então decidido que o PAIGC deveria dar atenção prioritária à mobilização das populações rurais, com vista à preparação de condições para a passagem à luta armada, já que a repressão colonial havia demonstrado não admitir nenhuma veleidade de contestação legal ao sistema.

Em 1960, Cabral decide fugir com os seus companheiros para a Guiné-Conakry onde passaria a ficar instalada a sede do PAIGC. A partir desse país ele trabalha ativamente nos preparativos para o reforço do PAIGC e o arranque da luta armada de libertação nacional.

Em Abril de 1960, em Casablanca, ele participa na criação da Conferência das Organizações Nacionalistas das colónias Portuguesas - CONCP.

Durante cerca de três anos Amílcar Cabral desenvolve uma intensa actividade de mobilização das populações no interior da Guiné, ao mesmo tempo que, no campo internacional desenvolve contactos para a obtenção dos apoios indispensáveis para a passagem a uma nova fase de luta.

A 23 de Janeiro de 1963 inicia-se a luta armada na Guiné-Bissau.

Revelando-se um homem de grande capacidade intelectual e dotado de uma firme convicção na luta pela liberdade e a justiça social, Amílcar Cabral dedicou todos os seus esforços em prol da independência dos povos da Guiné e de Cabo Verde. De forma genial ele conseguiu conjugar os sucessos que se iam alcançando no terreno da luta militar na Guiné e no da luta política clandestina em Cabo Verde, com o desenvolvimento de uma acção diplomática que ele pessoalmente conduziu da forma mais eficaz.

Vários acontecimentos cruciais durante os anos da luta de libertação nacional constituem hoje datas marcantes da história de Cabo Verde cuja ocorrência se deve fundamentalmente à acção incansável de Amílcar Cabral. De entre eles podemos destacar:

• a elaboração em 1965 das "Palavras de Ordem" do PAIGC destinadas aos combatentes;
• o juramento de fidelidade realizado a 15 de Janeiro de 1967, pelo primeiro grupo de 30 cabo-verdianos que receberam formação militar, com vista à preparação para a luta em Cabo Verde;
• a realização do Seminário de Quadros do PAIGC, em 1969;
• o reconhecimento do PAIGC pelas mais altas instâncias internacionais;
• o encontro do Papa em Roma, com os dirigentes dos movimentos de libertação das colónias portuguesas, em 1972;
• a preparação da independência da Guiné-Bissau.

Devido ao sucesso inquestionável que a sua acção vinha conseguindo, fazendo com que o sistema colonial português se sentisse cada vez mais desesperado no plano interno e mais isolado no plano internacional, Amílcar Cabral foi barbaramente assassinado a 20 de Janeiro de 1973, por agentes a soldo do colonialismo.
FONTE:

Http://www.racionalismo-cristao.org.br/gazeta/biograf/amilcar-lopes-cabral.html

Com a devida vénia!...

P-39 O NÚMERO DE EFECTIVOS DO PAIGC (Partido Africano independência Guiné e Cabo Verde)

De acordo com o livro Guerra Colonial: Angola, Guiné, Moçambique (Lisboa: Diário de Notícias, s/d), da autoria de Aniceto Afonso e Carlos de Matos Gomes, e com base em estimativa do comando militar português, em 1971, os efectivos do PAIGC empenhados na luta pela independência eram assim constituídos:

Efectivos por unidade:

- bigrupo: 38/44 unidades
- bigrupo reforçado: 70 unidades
- grupo de artilharia: 50 unidades
- grupo de canhões/morteiros: 23 unidades
- grupo de foguetões/antiaéreos: 16 unidades

Efectivos por regiões:

Inter-Região Norte:

- Frente S. Domingos/Sambuiá: 630 unidades
- Frente CanchungoBiambe: 760 unidades
- Frente Morés/Nhacra: 680 unidades
- Frente Bafatá/Gabu Norte: 730 unidades

Inter-Região Sul:

- Frente Bafatá/Gabu Sul: 200 unidades
- Frente Bafatá/Xitole: 160 unidades
- Frente Buba/ Quitafine: 1230 unidades
- Frente do Quínara: 560 unidades
- Frente de Catió: 370 unidades.

Além destes efectivos, que totalizavam 5500 elementos para o Exército Popular, há que acrescentar cerca de 2000 milícias, 900 a 1000 em cada inter-região [Ou seja, o PAIGC não teria mais do que 7500 homens em armas].

O PAIGC, atendendo à taxa de natalidade e mortalidade existente, podia aumentar os seus efectivos em cerca de 5000 combatentes, valendo-se somente das populações controladas.

Sousa de Castro

sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

P-38 Uma nota de cinquenta pesos (dinheiro) da época colonial


Quem não se lembra destas notas?!... Cinquenta pesos, manga de ronco!... Dava para pagar à lavadeira, se a memória não me trai... um mês por lavar a roupa, também com esta nota podíamos comprar uma garrafa de Whisky: white worse, white Label, Eram dos mais baratos... Estamos a falar no ano de 1971/73

terça-feira, 28 de Julho de 2009

P- 37 HENRIQUE M. CASTRO (CART. 3521)






Olá amigo.
Resolvi escrever-te estas duas letras para te dizer muito obrigado pela rectificação da data do segundo encontro do BART 3873 e pela foto do mesmo e para falar um pouco da minha guerra.

Começo por te dizer que fui condutor, fazendo por isso muitas colunas ao Xime, Bambadinca, Canquelifá, Buruntuma, Galomaro, Pirada, etc.etc.

Mais ou menos a partir de 1990 comecei a ter saudades daquela terra e daquelas gentes (Fulas) que até aprendi um pouco da sua língua pelo menos os números sei-os todos, que em 19 de Março até 17 de Abril de 1995 fui lá passar férias, gastei muito dinheiro mas valeu a pena, conheci terras que não conhecia mas infelizmente vi muita miséria, vi por exemplo ensinar numa escola em Bambadinca a língua em crioulo em vez de ser em português que era a língua que predominava na Guiné, andei de táxi em plena capital juntamente com galinhas cabrito e outros animais os táxis lá funcionavam como aqui as camionetas de passageiros, já não era a mesma Guiné que nos deixamos, via-se lixo amontoado por todo lado a inflação era galopante, um escudo quando lá cheguei valia 80 pesos e quando saí já valia 123,quero também que saibas que a maior parte das pessoas preferiam viver colonizadas por Portugal do que independentes pois garanto-te que a Guiné andou para trás seguramente 30 anos desde74 a 95 que fará agora em vez de progredir, as casas foram envelhecendo caindo aos bocados cheguei a ver uma com uma grande arvore lá dentro na capital, enfim com muita pena nossa aquilo está a ficar quase tudo destruído, imagina que nem sequer se ouvia falar de droga e agora já está lá infiltrada e de que maneira.

Fui lá sozinho, andava de um lado para o outro com a máquina de filmar a tiracolo sem preocupação nenhuma mas uma vez no antigo quartel que estive em Safim queriam-me ver o filme e eu tive de fugir pois tinha já filmado o quartel da Amura em Bissau e o de Mansôa podia por isso ser considerado um espião e ter graves problemas, além de já ter filmado Safim, o quartel e as memórias da guerra que era o emblema da companhia a placa dos nossos mortos e uma parede com as seguintes letras (Cart 3521 os independentes).

Estou a pensar passar o filme de cassete para CD e depois arranjo-te um CD para ti.
Para o ano vou lá novamente mas com a mulher ou em Março ou em Dezembro, para visitar Bolama, Bubaque, Guilege, Gadamael e mais algumas terras do arquipélago dos Bijagós.
Sem outro assunto de momento despeço-me com um forte abraço.
Castro da cart 3521.

Nota do editor SC: Tinha enviado um e-mail ao Henrique a rectificar a data do 1º. convívio em que participou. Foi o 2º. encontro do BART 3873 no ex. RAP 2 (Regimento de Artilharia Pesada 2) em Vila Nova de Gaia, no dia 09 de Junho de 1990 . Respondeu-me com o texto acima descrito. Convém referir que a CART 3521 viajou juntamente com o BART 3873, composto pelas companhias, CART 3492, CART 3493 e CART 3494, no N/M "NIASSA" que partiu de Lisboa no dia 22 de Dezembro de 1971 tendo aportado a Bissau a 29 do mesmo mês. A CART 3521 foi colocada em PICHE até Agosto de 1972
O Henrique Castro foi Sol. condutor auto, vive actualmente em Famalicão.

Fotos do Henrique extraídas do blogue: http://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/ com a devida vénia.

sexta-feira, 10 de Julho de 2009

P-36 AS FOTOS DO XXIV ENCONTRO EM VAGOS


Não há dúvida nenhuma quanto aos bons momentos passados, muita conversa em dia, muita alegria, o recontar estórias vividas na guerra Colonial ou do Ultramar, como quiserem!... O bazuqueiro, Ricardo Teixeira, que veio com sua esposa, propositadamente de França pela primeira vez, e outros que não me recordo agora dos nomes, mas um deles, juntamente com o Lúcio Damiano Monteiro da Silva, mais conhecido pelo nome "VIZELA" tem a responsabilidade para organizar em 2010, o XXV encontro/convívio. Bem hajam! o Óscar Almeida, o Licínio Pereira e o Anadia, que tudo fizeram para que nada faltasse.

Os organizadores: Anadia, Almeida e Licínio recolhendo o graveto (dinheiro)

video
Ex. Furriel Dias, declamando um poema

segunda-feira, 15 de Junho de 2009

P 35 - XXIV ENCONTRO CART 3494 GUINÉ – XIME E MANSAMBO 1971/74, EM VAGOS, 13 DE JUNHO 2009









Pelas 10,00 horas começaram a chegar os primeiros ex. Combatentes, junto à capela de Nossa Senhora da Conceição na praia de Mira, local estrategicamente escolhido pelos organizadores para a troca de abraços, cumprimentos e relembrando muitas estórias passadas na guerra colonial, no Xime e em Mansambo, o rever fotos da época, que alguns camaradas fizeram questão de trazerem os álbuns para assim se deliciarem e recordarem pormenores apagados da memória.
O repasto foi muito bem servido, num restaurante em Stª Catarina – Vagos. Quase no final, ainda houve tempo para um momento de poesia pelo ex. Furriel, Benjamim Dias e dois números interpretados pelo Ex. Alferes, Acácio Correia, com a primeira canção do Zeca Afonso “Amigo” terminando com a canção “Vou levar-te comigo”



ex. 1º sarg. Simões com sua esposa e Alcides Castro também com sua esposa
O bolo alusivo ao evento
Algumas senhoras que nos honraram com sua presença
O Sousa de Castro, com alguns camaradas
O ex. Capitão, hoje Coronel, Pereira da Costa com sua esposa, que muito nos honrou a sua presença
video
O ex. Alferes Correia, interpretando uma canção do Zeca Afonso





terça-feira, 26 de Maio de 2009

P34 - Blogue de Luís Graça no Diário de Notícias

dn gente

Tertúlia da Guiné faz 'blogoterapia'
por
LEONOR FIGUEIREDO
01 Março 2008


Blogue de Luís Graça cresceu e conta com mil visitas todos os dias, de tropas e familiares
Há cinco anos, o professor da Escola Nacional de Saúde Pública de Lisboa e ex-furriel miliciano na guerra da Guiné-Bissau entre Maio de 1969 e Março de 1971 decidiu, como tantos outros, partilhar a sua experiência de guerra e criou um blogue pessoal.
A primeira reacção não se fez esperar. "O primeiro que me apareceu foi um operário do estaleiro de Viana do Castelo. Ficou o número dois da tertúlia. Não eram só ex- -militares, mas também familiares, a viúva, a ex- -namorada... depois a tertúlia virou um pequeno rio", pormenoriza Luís Graça ao DN gente.
Ele fundou o que é actualmente considerado o maior blogue colectivo em língua portuguesa sobre a experiência das guerras do ultramar, colonial, e de libertação, como se lê http/www.guiledje.org/ .
O "rio" que cresceu deu origem a um blogue que teve mais de 400 mil visionamentos, até Setembro passado, além das 200 pessoas que ali partilham regularmente a sua experiência.
O blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné tem mais de mil visitas diárias e já deu origem ao livro de um ex-militar da Guiné, Beja Santos.
Neste meio de comunicação juntam-se homens de muitas profissões, além de médicos e alguns oficiais superiores.
No entanto, "a maior parte são milicianos, soldados e alguns têm o handicap de não lidarem facilmente com a Internet. De resto, não fazemos juízos de valor. Falamos do que vimos e testemunhamos, mas não entramos em políticas nem da guerra nem da descolonização", sublinha Luís Graça.
O blogue também inclui testemunhos de ex-guerrilheiros do PAIGC, como o coronel Paulo Maló, das Forças Armadas da Guiné, que comandou várias emboscadas.
Da sua participação no encontro em Bissau, Luís Graça - que diz nunca ter usado a sua G-3, nem mesmo debaixo de fogo - espera trazer novos contributos.

quinta-feira, 21 de Maio de 2009

P. 33 - CONVÍVIO CART 3494 (STª CATARINA - VAGOS)




XXIV CONVÍVIO DA CART 3494 (GUINÉ - Xime e Mansambo - DEC 71/ABR 74)
NO DIA 13 DE JUNHO DE 2009 EM, SANTA CATARINA – VAGOS

RESTAURANTE

“TRIACENTRO”

PROGRAMA

- 10,00 HORAS: CONCENTRAÇÃO NA PRAIA DE MIRA, JUNTO À CAPELA DE NOSSA SRª DA CONCEIÇÃO

- 11,30 HORAS: SAÍDA EM CARAVANA AUTOMÓVEL, ATÉ AO RESTAURANTE.

- 12,30 HORAS: INÍCIO DO ALMOÇO/CONVÍVIO

EMENTA

- ENTRADAS: BOLOS DE BACALHAU, RISSOIS DE CARNE E DE MARISCO, PRESUNTO, QUEIJO, FIAMBRE, ETC. ETC.

- QUENTES:
SOPA DE LEGUMES, ARROZ À VALENCIANA E LEITÃO À BAIRRADA

- SOBREMESA:
PUDIM, GELATINA, MOLOTOFE, SALADA DE FRUTAS E O RESPECTIVO BOLO DE COMEMORAÇÃO DOS 35 ANOS DA NOSSA CHEGADA. TUDO ACOMPANHADO DE VÁRIOS TIPOS DE BEBIDAS: MARTINI, VINHO DO PORTO, VINHOS TINTO E BRANCO, (Maduro ou Verde), SUMOS E ÁGUA. NO FINAL PARA DIGERIR, TEMOS O CAFÉ, WHISKY E VINHO ESPUMOSO. VEM COM TEUS FAMILIARES REVER TEUS/NOSSOS AMIGOS, PASSAR UM DIA DIFERENTE. CONTAMOS COM TUA PRESENÇA.


PELOS ORGANIZADORES, GRANDE ABRAÇO

Sousa de Castro

sábado, 18 de Abril de 2009

P32 - Ex. Comando Africano pede ajuda

Carlos Beifa, ex. comando africano da 2ª companhia, tem trocado alguns e-mails comigo para saber qual os direitos que tem direito por ter pertencido ao Exército Português.
Vamos tentar ajudar!... Os textos que me enviou estão publicados neste sítio conforme os originais.


ENVIEM PARA O MEU ENDEREÇO, QUALQUER RESPOSTA EXCLARECEDORA SOBRE ESTE ASSUNTO
sousadecastro@gmail.com
CASTRO


DE SOUSA DE CASTRO 2009/04/18

Olá pessoal da tabanca, este nosso amigo, Carlos Beifa, pertenceu à 2ª companhia de comandos africanos na Guiné e precisa de ajuda. Alguém que tenha conhecimento para o informar qual os direitos que possa ter, mesmo continuando a viver na Guiné. Vou-lhe pedir que me mande por E-mail, todos os dados de militar, e o endereço actual para pedir ao Arquivo Geral do Exército a contagem do tempo de svc militar e depois ver o que se pode fazer.
Sem outro assunto, esperando que alguém possa esclarecer este nosso camarada.

Abraços do Sousa de Castro


De: azi carlos [aziaugusta@gmail.com]
Enviado: sábado, 18 de Abril de 2009 16:48
Para: sousadecastro@gmail.com
Assunto: posso sim explicar.

-2)- Eu sou da CCS que e Companhia de Comandos serviços,eu sou da segunda companhia de comandos africano o nosso comandante era Major Almeida Bruno a minha especialidade e mecanico auto, vou te enviar fotografia. o que eu queria saber e como e que eu vou ter os meus direito como a nacionalidade porque eu jurei a bandeira portuguesa eu pertenço a portugal por exemplo podes me dizer que tipo de direitos que eu vou ter? amanha eu vou ter que escanear os meus fotos para situar melhor. e tudo obrigado por me teres respondido um abraço.
Carlos Beifa.



De: Sousa de Castro [mailto:sousadecastro@gmail.com]
Enviada: sexta-feira, 17 de Abril de 2009 17:48
Para: 'azi carlos'; EX. Combatentes Guiné 1963/74
Assunto: RE: Peço a sua ajuda de certeza?

Amigo Carlos, fico grato pelo teu e-mail que muito me sensibilizou. Não sei bem qual os direitos que te assistem uma vez que não tens residência em Portugal nem sei se tens Nacionalidade Portuguesa. Mesmo para nós que estamos cá, os direitos para os ex. combatentes não são muitos. Para quem está aposentado recebe um complemento especial de pensão que poderá ir até 180,00€ , conforme o risco de Guerra, por outro lado vou encaminhar o teu E-mail para a tertúlia de camaradas da Guiné luisgracaecamaradasdaguine@gmail.com no sentido de alguém poder dar informações mais precisas sobre os teus direitos. Estou certo que não ficarás sem a resposta mais adequada. Para além disso convido-te a visitar este endereço http://blogueforanadaevaotres.blogspot.com/ é um sítio onde poderás encontrar pessoal da tua companhia, contar as tuas histórias e até fazeres parte desta tabanca.
Diz-me qual foi o teu Batalhão e companhia, em que zona estives-te. Se possível manda para o endereço luisgracaecamaradasdaguine@gmail.com uma foto da época, quando eras militar e outra actual.
Abraço amigo do Castro


De: azi carlos [mailto:aziaugusta@gmail.com]
Enviada: sexta-feira, 17 de Abril de 2009 14:38
Para: sousadecastro@gmail.com
Assunto: Peço a sua ajuda de certeza?

-1)- Ola companheiro da ultramar o Meu nome e Carlos Beifa nascido a 14 de janeiro de 1949 na fraguesia de Nhacra (GUINE) ex soldado ultramarina incorporado em 2 de agosto de 1970. Eu peço ajuda agora mesmo porque preciso de receber os meus direitos,porque eu tava com medo havia varias perciguiçoes aqui na guine eu sempre escondi, porque e dificil chamavam nos de traidores da patria tenho familias eu resolvi ser motorista so para conseguir sobriviver ate agora tou mesmo cansado, nao sei como resolver os meus problemas preciso de alguem que possa me ajudar a resolver este assunto agora preciso tratamento nem consigo ter o, quem vai poder ajudar havia muitas perciguiçao e umilias calunias que nem imaginas eu andei escondido mais semprecom o meu caderneta militar guardado e fotos tambem ja andei embaixada eles diseram que tudo esta serto,mas e preciso esperar.o que eu quero e saber vias como andar para conseguir os meus direitos. obrigado por atençao por enquanto e tudo este email do meu filho AZI CARLOS BEIFA, tambem este e numero delepodes contactar lhe a qualquer momento se e possivel. + 245 6618291. aguardo a sua resposta com alta estima

Carlos Beifa ex soldado ultramar da Guine Portuguesa

quinta-feira, 2 de Abril de 2009

P31: O SILVA DAS TRMS (Transmissões) CART 3494




Em jeito de homenagem a todos que já partiram para o outro lado, que um dia, mais além, nos iremos juntar, e, aí faremos uma grande festa de reencontro de todos os camaradas que em determinado momento defenderam os ideais de uma companhia. Tentar que regressássemos todos, o que não foi possível.

Na Guiné ficaram: O Furriel Bento, morto em combate, José Maria Silva Sousa de Stº Tirso, foi sepultado em Bambadinca, Manuel Salgado Antunes da Póvoa de Varzim e o Abraão Moreira Rosa de Famalicão, estes dois últimos desaparecidos.

Por cá, já não pertencem ao mundo dos vivos o Rogério Tavares da Silva da Freguesia da Branca - Albergaria a Velha, faleceu em 16 de Junho de 2002, vítima de acidente de viação, Silvino Vaz da Rosa e Silva, de Figueiredo/Oliveira de Azemeis, vítima de doença, em 09 de Março de 2002, Victor Manuel Ponte da Silva Marques, (nosso primeiro Capitão) de Algés e Joaquim de Jesus Fernandes da Freguesia de Poço/Anadia, vítima de acidente, em 29 de Agosto de 1992.

Não temos conhecimento de mais algum camarada que já não pertença ao nosso Mundo. Agradeço desde já, que me informem para o e-mail: sousadecastro@gmail.com eventual alteração da nossa companhia.
Castro