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segunda-feira, 30 de maio de 2011

P108 - XXIII ALMOÇO/CONVÍVIO ANUAL DO BCAÇ 2884 “MAIS ALTO” (convívios 2011)

- Mensagem de José Rodrigues Firmino de 30 de Maio de 2011 ex. Sol At. CCAÇ 2585 do BCAÇ 2884 - Guiné, Jolmete 1969/71

Decorreu no passado dia 2011-05-28 na Cidade do Peso da Régua, o XXII almoço anual do BCAÇ 2884 "MAIS ALTO", com concentração no adro da Igreja de Nossa Senhora do Socorro, pelas 10,30h seguido de chamada, eis que surge o primeiro sinal que algo esta para acontecer e não é que aconteceu mesmo!... Pois não tardou a saltar para a mesa um presunto, pão maravilhoso e ainda uma bola de carne bem saborosa, acompanhada de bom vinho tinto da região. Aproveito o momento para agradecer ao Carvalho pela gentileza de nos ter presenteado com este belo petisco.
Feito o reconhecimento, seguimos para a Igreja onde foi celebrada missa em memória dos camaradas falecidos, seguindo-se de sessão fotográfica para mais tarde recordar.
De seguida rumamos em caravana na direcção do Restaurante o "TORRÃO" onde foi servido um excelente almoço, regado com a qualidade do néctar da região, mas que mesmo servido em abundância não causou danos ou baixas nas tropas presentes. Enquanto decorria o almoço, tentando por a conversa em dia, nos olhando uns aos outros, muito mais robustos, com cabelos prateados ou brancos, mas com muita vontade de viver.
Terminamos fazendo votos, de que possamos estar no próximo encontro/convívio a realizar na cidade de Fátima do ano 2012. Lamentamos que alguns camaradas, que por motivos vários, não puderam estar presentes.
Quero também dizer que foi uma agradável surpreza voltar a encontrar o "Vianense" que se fez acompanhar da sua simpática esposa, não me podia também esquecer, do Pereira, pessoas que não via desde ano de 1971.
A organização como sempre, esteve à altura, na pessoa do sempre incansável, sr. Pinto da Costa. Por outro lado, lamentamos a ausência do Baltazar que à última hora não pode responder à chamada, devido a um problema de saúde, a quem desejamos desde já, rápidas melhoras. Fez-se representar pela sua filha, Paula e seu genro Ilísio Ribeiro, a quem agradecemos de nos honrar pela sua presença.
Parabéns aos organizadores!

Um até ao ano em FÁTIMA
Abraço do tamanho do mundo

José Firmino, nome de guerra: "Régua"

As Fotos:
XXII encontro/convívio do BCAÇ 2884 (Mais Alto)
O "Vianense" acompanhado pela esposa
O Carvalho muito sorridente e dois camaradas
Aspecto geral da sala
Da esq.para direita: ex. Fur. Araújo, José C. Ferreira e ex. Fur. Lino
Paula Ribeiro, filha do Baltazar
A beleza do Rio douro, zona onde foi realizado o XXII convívio

sexta-feira, 27 de maio de 2011

P107 Apresentação de "Os Anos da Guerra Colonial" no dia 14 de Maio, 16,horas em Castelo Branco


NOTA DE IMPRENSA | QUIDNOVI
MAIO 2011



Apresentação de Os Anos da Guerra Colonial

e debate

14 de Maio, sábado, 16h, Cine-Teatro Avenida
CASTELO BRANCO


A editora QuidNovi anuncia e gostaria de o(a) convidar para a apresentação e debate do livro OS ANOS DA GUERRA COLONIAL, de Aniceto Afonso e Carlos Matos Gomes, a ter lugar no dia 14 de Maio, sábado, pelas 16h, no Cine-Teatro Avenida, em Castelo Branco.

Saber o que aconteceu durante os anos de 1961 a 1975, os anos em que a Guerra Colonial esteve no centro da nossa História, das nossas vidas. Saber o que aconteceu em cada um dos locais onde a guerra foi travada, nas “picadas” mais perigosas, nas “matas” do Norte de Angola e de Moçambique, nas “chanas” do Leste, nas “bolanhas” da Guiné, a bordo de navios e lanchas, de aviões e de helicópteros. Saber o que pensaram os homens que decidiram a guerra, que a conduziram, que a fizeram de ambos os lados. Mas pretendemos também Compreender. Compreender por que foi assim que os factos aconteceram, por que foram escolhidas estas soluções e não outras. Compreender as dúvidas dos homens que tiveram de decidir num momento o caminho a seguir e ajudar a perceber as consequências dessas decisões. É, pois, sobre o Saber mais e o Compreender melhor os anos da Guerra Colonial que trata esta obra.


Aniceto Afonso é coronel do Exército na situação de Reforma e nasceu em Vinhais em 1942. Fez os estudos secundários em Bragança e concluiu o curso de Artilharia da Academia Militar em 1963. Cumpriu comissões em Angola (1969-71) e em Moçambique (1973-75). Fez a licenciatura em História pela Faculdade de Letras de Lisboa em 1980 e o Mestrado em História Contemporânea de Portugal pela mesma Faculdade em 1990. Foi professor de História na Academia Militar de 1982 a 1985 e de 1999 a 2005. Foi director do Arquivo Histórico Militar (Lisboa) de 1993 a 2007, integrando vários grupos de trabalho e comissões relacionadas com os arquivos militares, a documentação e a História. Foi responsável pelo Arquivo da Defesa Nacional de 1996 a 2007. É membro da Comissão Portuguesa de História Militar e do Comité dos Arquivos da Comissão Internacional de História Militar, desde 1998; é investigador do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa e autor de várias obras.


Carlos de Matos Gomes é coronel do Exército, na situação de reserva e nasceu a 24 de Julho de 1946 em Vila Nova da Barquinha. Fez os estudos secundários no Colégio Nun’Álvares, de Tomar e o curso de Cavalaria da Academia Militar. Durante a guerra colonial cumpriu três comissões, em Moçambique, Angola e Guiné, nas tropas “Comando”. Foi ferido e condecorado. Foi auditor do Curso de Defesa Nacional, do Instituto de Defesa Nacional. Paralelamente à carreira militar desenvolveu desde 1983 uma continuada actividade literária, tendo escrito argumentos, romances e várias obras de cariz histórico.

QUIDNOVI
QN - Edição e Conteúdos S.A.
Praceta D. Nuno Álvares Pereira, 20 3ºCJ
4450-218 Matosinhos - Portugal
tel/fax: +351 22 938 81 55  quidnovi@quidnovi.pt
www.quidnovi.pt    
Para mais informações:
 Paula Almeida


Miguel Gonçalves

segunda-feira, 16 de maio de 2011

P108 - (Convívios) XXVI Convívio da CART 3494 em Oliveira do Hospital

Meus caros amigos!
Está a chegar o dia em que a CART 3494, (que esteve na Guiné entre DEC71/ABR74, primeiro no XIME e depois em Mansambo (Zona Leste), vai uma vez mais encontrar-se, desta vez num restaurante em SEIA, nas fraldas da Serra da Estrela onde será servido as mais variadas iguarias, conforme programa anexo.
Localização do restaurante "O Pastor da Serra"

Restaurante "O Pastor da Serra" 
Seia - Seia
R Seixal Quinta Pastor Serra - 6270 SEIA

Tel: 238314888


O XXVI CONVÍVIO está a cargo do nosso companheiro de armas, Ex. TRMS INF:

Capela do Senhor das Almas
A concentração será junto à "Capela do Senhor das Almas" situada junto à Estrada Nacional nº. 17 em Nogueira do Cravo, concelho de Oliveira do Hospital, na Rua Doutor Vasco Campos.



EMENTA

Contacto: TM 91 307 09 93
           
O preço por pessoa: 30,00€
Crianças até 6 anos grátis
dos 7 aos 12 anos paga 15,00€

ESPERAMOS PELA VOSSA CONFIRMAÇÂO ATÉ AO DIA 28DE MAIO DE 2011

sexta-feira, 6 de maio de 2011

P106 - "Liderei um encontro com guerrilheiros" - Amílcar José das Neves Ventura, Guiné 1973/1974

1. Mensagem publicada no jornal "CORREIO DA MANHÃ" com a devida vénia.
                                             
A Minha Guerra - Amílcar José das Neves Ventura, Guiné 1973/1974
Ex. Furril Mil. Batalhão de Cavalaria 8323 ("Os Cavaleiros de Gábu")
GUINÉ 1973/74
22 de Fevereiro de 2009
Amílcar Ventura, ex. Fur. Mil.
"Liderei um encontro com guerrilheiros"
Passei três meses em Santarém e seis em Sacavém. Tirei aqui a especialidade de mecânico auto, na Escola Prática de Serviço de Material. Em Abril, antes de partir, fui para a Cavalaria 3, em Estremoz
No dia 22 de Setembro de 1973 embarquei no navio Niassa com destino a Bissau. A viagem demorou seis dias: para nós, sargentos, foram umas férias, porque os nossos camarotes eram bons, mas os soldados iam no porão, pior instalados do que animais. Quando chegámos, seguimos numas lanchas de transporte de gado com destino à ilha de Bolama, onde fizemos a Instrução de Aperfeiçoamento Operacional, que durou um mês.
Voltámos a Bissau e no dia 31 de Outubro subimos o rio Geba até Xime, seguindo depois em coluna por Bambadinca, Bafatá e Nova Lamego, até Pirada, no Leste, na fronteira com o Senegal. Aqui, rendemos um batalhão que já estava na Guiné há 28 meses. As companhias do meu batalhão foram distribuídas pelos aldeamentos em volta de Pirada e a minha, a primeira, foi para Bajocunda, a 11 km.
O martírio de cinco meses começou no dia 13 de Dezembro, quando ficamos sem o sapador de minas Fernando Almeida, num rebentamento. Passados cinco dias, o Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) atacou Amedalai, uma tabanca a 5 km de nós. Só lá estavam civis e, como também fomos atacados, não pudemos ir em seu socorro. Queimaram quase toda a tabanca, como represália por a população não lhes ter dito que nós lá tínhamos estado em patrulha.

No Dia de Natal de 1973, o capitão Ângelo Cruz quis fazer uma patrulha. Eu, apesar de muito contrariado, arranjei-lhe as viaturas. No dia 18 de Dezembro, quando os guerrilheiros atacaram Amedalai e Bajocunda, deixaram na retirada minas espalhadas pelo campo. Uma rebentou à passagem de um macaco, outra matou uma vaca. Quando a coluna ia a passar perto, o capitão quis ver o local. Infelizmente, teve azar e pisou uma mina. Ficou sem uma perna abaixo do joelho e com a outra muito maltratada. O guia e três soldados também ficaram feridos.
No dia 7 de Janeiro de 1974, numa emboscada a uma coluna de viaturas, que ia levar comida a um pelotão da minha companhia, que estava em Copá, a 21 km de Bajocunda, morreram o Sebastião Dias e o José Correia, e duas Berliés foram destruídas: uma rebentou uma mina e a outra ardeu.
Em Março entrou em acção a aviação. Copá estava há vários dias debaixo do fogo e os nossos militares quase não dormiam. Pedimos apoio aéreo, mas o avião Fiat que veio em nosso auxílio foi abatido com um míssil terra-ar. Os militares já estavam a ficar malucos e as chefias ordenaram-nos que abandonássemos Copá. Tivemos de fazer uma operação de resgate de grande envergadura, com mais de 300 soldados, porque se não as tropas do PAIGC matavam-nos a todos.
Nessa operação, mais a Norte, limpando a zona de guerrilheiros, seguia o célebre grupo do alferes Marcelino da Mata, comandado pelo capitão pára-quedista ‘Astérix’. Numa emboscada ao PAIGC, conseguiram apanhar aos guerrilheiros uma ambulância russa, utilizada no transporte de feridos. Eu fui contactado pelo meu comandante, o coronel Jorge Mathias, para ir buscar a viatura, pois o grupo do Marcelino não a conseguia pôr a trabalhar. Disse-me que a ambulância estava na coluna que ia para Copá, só que quando me dirigi, com o soldado mecânico Grou para o helicóptero, o piloto, meu conhecido, disse-me que a viatura estava no Senegal. E era preciso trazê-la a todo o custo, mesmo com perda de vidas humanas, pois seria a primeira apanhada no Ultramar. Com a ajuda de um héli-canhão conseguimos trazer a ambulância até à coluna, mas sempre em alerta máximo, pois sabíamos que as tropas do PAIGC nos seguiam com a intenção de resgatar a viatura.
Tivemos de passar uma noite no mato, junto da coluna. De manhã, partimos em direcção a Bajocunda, com o grupo do Marcelino a fazer protecção à viatura. Ele avisou-me de que íamos ter uma emboscada, o que viria a acontecer. Não se registou qualquer baixa e, com esta operação, conseguiu-se resgatar o pelotão que estava em Copá, sem registo de mortos ou feridos.
Entretanto, veio o 25 de Abril de 1974. Tivemos o primeiro encontro com as tropas do PAIGC da zona passados dois dias. Sinto um grande orgulho por ter liderado esse encontro, onde os guerrilheiros nos contaram como faziam os ataques. Hoje ainda guardo um gorro que troquei por uma lente com o comandante do PAIGC, que já conhecia há muito tempo. No dia 22 Agosto de 1974 entregámos Bajocunda. Depois seguimos para Bissau e no dia 9 de Setembro regressei à minha Pátria.
AMIGO EVITOU QUE FOSSE PARA A GUERRA DE MOÇAMBIQUE
Amílcar José das Neves Ventura nasceu a 9 de Dezembro de 1951, em Silves. Tem o 9.º ano de escolaridade (Curso de Formação de Serralheiro). Entre Novembro de 1974 e Dezembro de 1984 foi chefe de armazém da Cooperativa de Retalhistas de Mercearias 'Alicoop', em Silves, e depois fotógrafo profissional por conta própria, durante 24 anos. Neste período trabalhou para vários jornais, entre os quais o ‘Record’ e o Correio da Manhã. Tem dois filhos, de 34 e 30 anos. Gosta de caçar e pescar e é coleccionador de tudo o que tenha o emblema do Sporting. Tem perto de 800 destes objectos. Hoje é fiel de armazém na Câmara de Silves. Um amigo no Ministério do Ultramar evitou que fosse para a guerra em Moçambique, considerada pior do que na Guiné