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segunda-feira, 25 de maio de 2020

P398 FOI Á 50 ANOS (17 DE MAIO DE 1970/2020) O BART 2917 composto pelas CCS, CART 2714, CART 2715 e CART 2716, EMBARCOU NO N/M CARVALHO DE ARAÚJO PARA A GUINÉ [David Guimarães]

Castelo de Santiago da Barra

1.   “Castelo de Santiago da Barra
Forte militar de planta poligonal com muralhas de perfil trapezoidal, reforçadas por baluartes triangulares, guaritas de planta circular e fosso, foi mandado construir por D. Filipe I para ampliar o papel da Torre da Roqueta.
Fortaleza abaluartada segundo projeto de Tiburcio Spanochi, foi ampliada com dois revelins em 1700. Ostenta as armas de três governadores: D. Diogo de Lima, D. Pedro Bermudez de Santisso e as dos Sousas de Prado. Auto-suficiente, possuía nascente interna (de chafurdo) e capela própria, quando afectou ao serviço da tropa e dedicou a S. Tiago uma antiga capela de devoção dos marítimos a Santa Catarina. Protagonizou todos os acontecimentos militares locais, nomeadamente a Restauração e as lutas da Patuleia. Foi quartel da arma de Artilharia e hoje sede do Porto e Norte de Portugal.”

Fonte, foto e descrição: https://olharvianadocastelo.blogspot.com/2016/10/fortalezas-de-viana.html com a devida vénia.

2.       O Forte de Santiago da Barra, também referido como Castelo de Santiago da Barra e Castelo de São Tiago Maior da Barra, localiza-se na freguesia de Monserrate, na cidade, concelho e distrito de Viana do Castelo, em Portugal.



David Guimarães, ex. FUR MILº Minas e Armadilhas CART 2716 - 1970/72



1.) Em 16 de Maio de 1970 o BART 2917 constituído pela CCS, CART 2714, CART 2715 e CART 2716 desfilou deste aquartelamento, no fim do IAO, (Instrução de Aperfeiçoamento Operacional), até ao comboio na Estação de Viana do Castelo de onde partiu de "portas trancadas", em viagem noturna, até ao cais de Alcântara onde em 17 de Maio embarcava no Navio Carvalho Araújo com destino à Província Ultramarina da Guiné.
Depois da chegada a Bissau o contingente foi conduzido em LDG (Lancha desembarque grande) até ao Xime, ali repartiram-se as Companhias, em coluna-auto, pelos respectivos Aquartelamentos.  CCS – Bambadinca, CART 2714 - Mansambo, CART 2715 - Xime e CART 2716 - Xitole, companhia onde eu, estava integrado.

A sobreposição pelo BART 3873, foi feita desde 28 de Janeiro de 1972 até quase final de Março do mesmo ano.



História de Guerra – no intervalo e princípio da LICENÇA DISCIPLINAR, Abril de 1971 
(FÉRIAS DIZIAMOS NÓS os militares)


A irreverência da juventude

2.) Quando em Bissau aguardava o dia do embarque em Avião TAP para vir gozar a licença à Metrópole, informaram-me oficialmente que só poderia embarcar após a revacinação contra a CÓLERA. Para tal deveria levar o meu certificado ao hospital civil para que me fosse administrada.
 Lá fui eu, entrei no referido hospital (hoje Hospital Simão Mendes) e lá me dirigi a alguém dizendo ao que ia. Mostrei o certificado e lá me levaram ao serviço de enfermagem e pronto. Braço esticado e injecção dada.

 Depois de injectado aquele líquido a enfª deu-me dois comprimidos dizendo: olhe isso possivelmente vai doer e sendo assim tome isto para atenuar a dor. 
Alguém me tinha dito, voz de caserna; vais apanhar a vacina e a seguir bebe um bom copo de vinho que verás que não te dói nada. Vão-te dar dois comprimidos que se lixem, deita-os fora.
Aquele conselho levava nos ouvidos e enfim, optei. Não deitei os comprimidos logo fora, deitei depois: Havia ali uma casa de comer perto onde entrei! Em Bissau na altura não faltavam restaurantes. Mandei vir frango e duas garrafas de vinho geladinho verde branco (Casal Garcia). 
Deitei tudo o que me apareceu para comer abaixo e bebi o vinho todo, não tive dor nenhuma no braço.
Pensei depois que afinal o vinho tinha seus efeitos sedativos
No outro dia lá estava eu á porta do avião e quando vi a hospedeira branca, que maravilha! Passadas 4 horas via os telhados de Lisboa (tabancas mais a meu gosto)

SOBRE A ENFERMEIRA QUE ME ADMINISTROU HÁ UMA HISTÓRIA BEM POSTERIOR, NÃO É MUITO IMPORTANTE.

NB) Com o que atrás dito e aconteceu não serve para o COVID-19, acho eu!

David Guimarães,
23 de Maio 2020

segunda-feira, 11 de março de 2019

P365 - EM BUSCA DE... O 1º CABO COUTO DO PEL. CAÇ. NAT. 54, ENCONTROU O CAMARADA QUE O SALVOU DE MORRER AFOGADO NO RIO GEBA EM BAMBADINCA, NO ANO DE 1973



Alberto Couto
José Augusto da Silva Dias
Foi com muita emoção que Alberto D’Aparecida Couto, 1º cabo Atirador do PEL CAÇ NAT 54, conseguiu encontrar na zona do Barreiro, o amigo, José Augusto da Silva Dias que procurava à quarenta e seis anos. Aconteceu hoje, dia 11 de Março de 2019. Não foi o encontro pessoal como gostaria, foi por via telefone, onde recordaram esse momento quase trágico com a promessa de se encontrarem em data a designar. 
Recordo que o José Dias integrou a CCS do BART 3873 com a especialidade de Sol. Maqueiro. Foi o homem que no dia 30 de Abril de 1973 salvou o 1º cabo Couto de morrer afogado na travessia do rio Geba em Bambadinca, ao ter-se virado a canoa que o transportava juntamente com outros camaradas, se apercebeu que um deles não sabia nadar, lançando-se de imediato à água conseguindo arrastar para terra o 1º cabo Couto. Esta ação valeu-lhe um louvor pelo CMDT do BART 3873.
Susana Couto

CONSEGUIMOS... não há impossíveis! Foi com esta frase que sua filha Susana Couto exprimiu toda a sua satisfação e alegria, por conseguir que seu Pai pudesse agradecer uma vez mais ao seu salvador. Esta ação desencadeada, devido à sua persistência, quer através das redes sociais, contactos familiares, blogues relacionado com a guerra do Ultramar e outros, acima de tudo muita teimosia em atingir objetivos a que se propôs. Bem haja! Parabéns!


Sousa de Castro,

11/03/2019
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Susana Couto

As primeiras palavras do telefonema entre o Alberto Couto e o José Dias. Conta a sua filha Susana na sua página do Facebook.


Dia 11 de Março de 2019 ás 14,55 horas

A procura acabou! O dia que nunca será esquecido das nossas memórias! Foi assim;

Alberto: Oh Dias! És tu Dias?! Onde é que tu estás? Á 46 anos que te procuro! Onde é que tu estás Dias?!

Foram estas simples palavras que nos deixaram em lágrimas quando o meu pai ao telemóvel falou com o camarada que tanto queria encontrar! O camarada, o anjo que lhe salvou a vida há quase 47anos!

Hoje mais que nunca agradeço a Deus e a muita gente que ajudou nesta procura (vocês sabem quem são) cada um terá sempre todo o meu respeito e carinho, nunca me vou esquecer de todo o apoio e ajuda nesta procura que acabou hoje.

Muito obrigada de coração!
Susana Couto

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

P364 - EX. 1º CABO ATR. ALBERTO D'APARECIDA COUTO, RENDIÇÃO INDIVIDUAL, ADIDO AO BART 2917 MAIS TARDE AO BART 3873, INTEGRADO NO PEL CAÇ NAT 54. PROCURA O HOMEM QUE O SALVOU DE MORRER AFOGADO NO RIO GEBA EM BAMBADINCA NO DIA 30 DE ABRIL DE 1973


À procura de: soldado maqueiro da CCS/BART 3873, José Augusto da Silva Dias



O veterano 1º cabo atirador, Alberto  D'Aparecida Couto, Guiné – Fá Mandinga,  Mato-Cão e Missirá, Setembro 1971/Julho de 1973, integrado no PEL CAÇ NAT 54.  

Muito embora fosse atirador, desempenhou a função de cozinheiro durante 18 meses no destacamento de Missirá.
O Cabo Couto, como era conhecido adido com carácter eventual ou permanente à CCS/BART 2917, mais tarde à CCS/BART 3873 por o primeiro ter findado a comissão. Serviu o Estado Português na Guiné em rendição individual, integrado no PEL. CAÇ. NAT. 54, colocado em Fá Mandinga, rodando para o Mato-Cão em Abril de 1972, onde ajudou na construção do destacamento. Em Outubro do mesmo ano, devido a alterações do dispositivo, o Pelotão infra, rodou de novo desta vez para Missirá, terminando aí a sua comissão com 23 meses de serviço. 

Natural de Fragoso - Barcelos, chegou a sua casa no dia 03 de Agosto de 1973, fixou residência na freguesia de Aldreu do concelho de Barcelos, distrito de Braga. 

Foi através de sua filha Susana Couto, que publicou uma mensagem no Facebook, no grupo: “Xitole-Xime-Mansambo-Bambadinca” apelar para encontrar um amigo de seu nome; José Augusto da Silva Dias, Maqueiro da CCS/BART3873, (foto ao lado) julga residir na Baixa da Banheira, que o salvou de morrer afogado no dia 30 de Abril de 1973, na travessia do rio Geba da margem norte para a margem sul no cais de Bambadinca, o que lhe valeu ser louvado pelo Exmo. CMDT do BART 3873 em 17 de Maio de 1973.

O Alberto em conversa pelo telefone conta que a canoa ia com 11 ou 12 pessoas a bordo, navegava com três ou quatro centímetros fora de água, quando a forte corrente ou o próprio pessoal a fez virar, não sabia nadar, foi quando o amigo Soldado, Joaquim Silva se lançou à água conseguindo pôr a salvo de morrer afogado.
Nunca mais se esqueceu do momento dramático que passou, e gostaria de encontrar o seu salvador, para lhe agradecer uma vez mais e para possível confraternização. 

Contacto: TM: 961 936 840  sousadecastro@gmail.com ou 964 897 030

susanarl2005@hotmail.com

Fotogaleria:
Da Esq./Drtª – Em primeiro plano José Augusto Silva Dias, o terceiro é o Alberto Couto

1º cabo Alberto Couto, ao meio em pé e o sol. José Dias em baixo na sua frente

Da esq./drtª: sol. José Dias em 1º plano e o 1º cabo Couto em 3º pela mesma ordem

Alberto Couto (FEV 2019)


Com um forte abraço de amizade,


Sousa de Castro, ex. 1ºcabo radiotelegrafista da CART 3494


Guiné – Xime e Mansambo JAN 1972/ABR 74


21 de Fevereiro de 2019