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sexta-feira, 14 de junho de 2019

P377 - PERMITAM-ME ESTE PENSAMENTO: ELES SORRIRAM E MANDAM-NOS UM ABRAÇO (António Bonito, ex. Fur. Milº Infª da CART 3494)

Mensagem do António Bonito com data de 09 de junho, com o seguinte teor:

No dia 8 de junho foi realizada uma missa na Igreja de Carapinheira em memória dos Combatentes da Cart 3494 falecidos.


Permitam-me este pensamento:


Eles sorriram e mandam-nos um abraço. Eu retribuí e enviei uma lágrima de Saudade.


Um abraço,


António Bonito


Esta mensagem tem a ver com a tragédia que se abateu na família do nosso camarada, António Bonito, por no passado dia 31 de maio, [precisamente um dia antes do 34º encontro/convívio da CART 3494 do qual era realizador] desencarnou o seu irmão mais novo João de Sousa Bonito vítima de doença súbita.


Todavia, devido aos compromissos assumidos, não deixou de estar presente ainda que por breves momentos, tendo em conta que decorria o velório e o funeral se realizaria no mesmo dia, ou seja, 01 de junho. Estiveram presentes 46 camaradas a maior parte acompanhados pelos seus familiares, num total de nove dezenas.


Ao nosso camarada apresentamos o nosso voto de pesar e as mais sentidas condolências a toda a família e amigos.


Dadas as circunstâncias o António Bonito prontificou-se a realizar no próximo ano o XXXV encontro/convívio na mesma localidade [Montemor-O-Velho] em data a designar.


SdCastro

14JUN2019

Fotogaleria do 34º encontro em Montemor-O-Velho passado no dia 01JUN2019

















terça-feira, 4 de junho de 2019

P376 - “OPERAÇÃO CARAPINHEIRA – MONTEMOR-O-VELHO” EM 1 DE JUNHO DE 2019 - (O XXXIV ENCONTRO/CONVÍVIO ANUAL DA CART 3494/BART3873) Jorge Araújo


GUINÉ
COMPANHIA DE ARTILHARIA 3494 (CART 3494)
(Xime-Enxalé-Mansambo-Ponte do Rio Udunduma, 1971/1974)

O XXXIV ENCONTRO/CONVÍVIO ANUAL

“OPERAÇÃO CARAPINHEIRA – MONTEMOR-O-VELHO”

 EM 1 DE JUNHO DE 2019




1.   INTRODUÇÃO
No passado sábado, dia 1 de Junho, mantendo a tradição iniciada em 14 de Junho de 1986, no Restaurante «O Frangueiro», em Aver-o-Mar, Póvoa de Varzim, onde os pioneiros (foto abaixo) pelo projecto encetaram uma caminhada difícil apontando ao (re)agrupar das/dos tropas do
contingente da CART 3494, estes voltaram a “alinhar” em mais uma “operação anual” [encontro/convívio], quarenta e cinco anos após o seu regresso à Metrópole, depois de cumprida a sua Missão Ultramarina no TO do CTIGuiné, no período de 1971 a 1974 [correspondente a vinte e oito meses].
Recorda-se que o colectivo da Companhia de Artilharia 3494 [CART 3494] era a terceira Unidade de quadrícula do BART 3873, sedeado em Bambadinca, tendo estado aquartelada no Xime, com 3 GrComb (Jan1972/Mar1973), Enxalé, com 1 GrComb (Jan1972/Abr1973), Mansambo, com 3 GrComb (Mar1973/Mar1974) e Ponte do Rio Udunduma, com ½ GrComb em rotação (Jun1973/Fev1974). O regresso aconteceu em 4 de Abril de 1974.
Assim, conforme previsto no “Plano da Missão XXXIV”, os voluntários foram chegando ao local da concentração, devidamente equipados, onde se procedeu ao respectivo “controlo” e distribuição de tarefas. O local escolhido foi o «Castelo de Montemor-o-Velho», localizado na Vila, Freguesia e Município com o mesmo nome, e inserido no Distrito de Coimbra.


Situado na margem direita do Rio Mondego, constituiu-se num ponto estratégico na defesa da linha fronteiriça do baixo Mondego, em particular na região de Coimbra, sendo, por isso, a principal fortificação da região, no contexto da Reconquista Cristã da Península Ibérica.

A primitiva povoação do sítio de Montemor-o-Velho remonta à pré-história, ocupada sucessivamente por Romanos, Visigodos e Muçulmanos, atraídos pelo estanho da Beira Alta.
As primeiras referências documentais à povoação e ao seu castelo remontam ao século IX quando Ramiro I, Rei das Astúrias, e seu tio, o abade João do Mosteiro de Santa Maria do Lorvão, localizado na Freguesia de Lorvão, Município de Penacova, o conquistaram em 848. O soberano transmitiu ao tio estes domínios, com o encargo de defender o castelo, mantendo-lhe guarnição, cujo alcaide abade João entregou a D. Bermudo, filho de sua
irmã, D.ª Urraca. Ainda naquele ano resistiu ao cerco que lhe foi imposto pelo califa de Córdoba, Abderramão II.

Sobre este episódio, existe uma lenda que refere que no século IX, então ao tempo do abade João, o castelo foi cercado pelas forças de califa de Córdoba, comandadas por um cristão renegado – Garcia Ianhez-Zuleima. Em número inferior, os combatentes do castelo, com grande dificuldade em sustentar a defesa, deliberaram dar morte por degola aos demais, mesmo aos seus parentes, a fim de lhes pouparem o cativeiro e possíveis afrontas dos mouros. Assim tendo procedido, arremeteram contra o inimigo superior, dispostos a morrer em combate. Fizeram-no, entretanto, com tal ímpeto, que o levaram de vencido. No século XVIII, sob o reinado de D. João V (1706-1750), a tradição enriqueceu-se com um desfecho piedoso: os familiares dos defensores, ressuscitados por milagre, saíram do castelo ao encontro dos vencedores. A imagem de Nossa Senhora da Vitória com uma cicatriz vermelha no pescoço, na Igreja local, evoca o milagre.
Anos mais tarde, no início do século XIX, no contexto da «Guerra Peninsular» (1807-1814), as dependências do castelo foram ocupadas pelas tropas francesas de Napoleão (1769-1821), sob o comando de Jean-Andoche Junot, entre 1807 e 1808, 1.º Duque de Abrantes e coronel-general dos Hussardos. Três anos mais tarde, no caminho da retirada das tropas derrotadas de André Masséna (1758-1817), foi saqueado e devastado, juntamente com a vila.
Com a extinção das Ordens Religiosas em Portugal (1834), o seu pátio de armas passou a ser utilizado como cemitério da vila. Nesta fase registou-se o reaproveitamento das suas pedras pela população. Em 1877 uma das suas torres foi adaptada como «Torre do Relógio».
O Castelo e a Igreja de Santa Maria da Alcáçova encontram-se classificados como Monumento Nacional por Decreto publicado em 23 de Junho de 1910. Em 1929, por iniciativa de um particular, empreendeu-se uma campanha de defesa que chegou a promover alguns restauros no monumento. O Castelo de Montemor-o-Velho está em bom estado de conservação, encontrando-se actualmente aberto ao público.

2.   O DESENROLAR DAS ACÇÕES
A “Operação Carapinheira” - a XXXIV consecutiva - esteve a cargo do camarada António de Sousa Bonito, que definiu a concentração a partir das 09h30, de modo a facilitar a sua organização, uma vez que, a paredes meias com o nosso evento, iria decorrer o Encontro Nacional da ADFA – Associação dos Deficientes das Forças Armadas, comemorativo do 45.º Aniversário da fundação da instituição, com a festa convívio a ter lugar no Pavilhão Multiusos da Carapinheira, onde se registou a presença de mais de oitocentos associados, familiares, entidades e amigos da ADFA.
Cabo Couto
Silvério Reverendo
Dois novos recrutas se apresentaram pela primeira vez, Alberto Couto adido à CCS do BART 3873 ou; Cabo Couto, do PEL CAÇ NAT 54 colocado em Missirá, como o ex. Alf. Carneiro o tratou quando o reconheceu, veio de Aldreu - Barcelos, com sua esposa e filha, curiosamente este homem andou 46 anos para encontrar o homem que o salvou de morrer afogado na travessia do rio Geba em Bambadinca decorria o ano de 1972 e também o Silvério Reverendo com sua esposa e filho, estes vieram de Vila Nova de Foz Côa.
Entretanto, porém, este nosso Encontro de 2019 acabava de ficar marcado por um indelével acontecimento, tão impensável como imprevisível, e que tinha a ver com a morte, ocorrida ao início desse dia, do irmão mais novo do camarada António Bonito.
Foi um choque brutal… mas que já não havia nada a fazer! Contudo, esta ocorrência acabaria por pesar no ambiente do Encontro.



Saídos do Castelo de Montemor-o-Velho, seguimos quatro quilómetros em caravana auto até à Carapinheira, rumo ao «Restaurante Encosta de S. Pedro», onde foi servido o almoço para cerca de nove dezenas de participantes, entre combatentes e seus familiares.

De entre o colectivo presente neste 34.º Encontro/Convívio é de salientar a aparição do camarada alf mil Manuel Carneiro pela segunda vez – a primeira tinha sido em 24.Mai.1997, no 12.º Encontro realizado na Costa da Caparica – que, embora pertencendo à CART 3494, passados alguns meses de ter iniciado a sua comissão no Xime, foi colocado no Pel Caç Nat 54, em Missirá, e, algum tempo depois, transferido para a 2.ª CCAÇ do BCAÇ 4512/72, sediada em Jumbembem [Batalhão de Farim]. Aqui, a poucas semanas de concluir a sua comissão, foi ferido no “corredor de Lamel”, em 2 de Fevereiro de 1974, tendo perdido a visão da sua vista esquerda.
Sobre esta ocorrência, irei fazer um texto, logo que me for possível.


A anteceder o “brinde” pelas duas efemérides, foi guardado um minuto em homenagem a mais dois camaradas que nos deixaram, entre o último encontro e o deste ano, a saber:
Ø  David Fernandes (sold) – Bendada, Sabugal († 28 de Junho de 2018);
Ø  Augusto de Oliveira Meireles (sold) – Guifões, Matosinhos († 22 de Abril de 2019).
Nesta oportunidade, em nome do colectivo da CART 3494, endereçamos aos familiares dos dois camaradas falecidos as nossas mais sentidas condolências. 
3.   FOTOGALERIA
Na impossibilidade de apresentar uma fotogaleria mais completa, resta-me apresentar algumas imagens do evento, gentilmente cedidas pelo fotógrafo Ricardo Laranjeira, a quem agradeço publicamente.
Esta situação ficou a dever-se ao facto do camarada Sousa de Castro ter ficado sem a sua “objectiva” (máquina fotográfica), desconhecendo-se o seu paradeiro. Nessa sua “ferramenta” de trabalho estavam largas dezenas de fotos alusivas a este nosso Encontro, pois, como habitualmente e com muito gosto, era ele que fazia a sua postagem no blogue.
Se alguém, porventura, a tenha ou venha a encontrar, faça o favor de comunicar.

CMDT Pereira da Costa e Sousa de Castro


Com um forte abraço de amizade e votos de muita saúde.
Jorge Araújo
04JUN2019

Poste convívio 2018 O XXXIII ENCONTRO/CONVÍVIO ANUAL DA CART 3494 “OPERAÇÃO SENHOR DAS ALMAS, NOGUEIRA DO CRAVO - SEIA” EM 9 DE JUNHO DE 2018 (Jorge Araújo/Sousa de Castro)