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quarta-feira, 21 de junho de 2017

P320 - (EFEMÉRIDES) Passou 45 anos que a CART 6251/72 (Os Galos) embarcou por via aérea com destino à GUINÉ, destacado para sector de Catió (Fernando Gomes ex. 1º cabo op cripto)

Armas dos criptos
Mensagem de Fernando Gomes fernandosgg@gmail.com  ex. 1º cabo cripto da CART 6251/72 - Guiné, Catió e Cabedu 1972/74 com data de 21 de junho de 2017



Olá Sousa de Castro,
Conforme combinado aqui te envio o que tinhas pedido, espero estar de acordo com a tua indicação.
As fotos mando por ordem dos sítios que faço referencia, no entanto elas tem a indicação.
Obrigado pela tua colaboração e já sabes que podes contar comigo para qualquer coisa que eu possa ser útil.
Um forte abraço.
Fernando Gomes
Jun2017

Fonte: http://ultramar.terraweb.biz/index.htm com a devida vénia


Faz hoje, (21JUN2017), 45 anos às 23:00h que parti rumo à Guiné com a minha companhia (CART 6251/72 (Os Galos).
Foi unidade mobilizadora  RAP-2 (Regimento de Artilharia Pesada nº. 2) em Vila Nova de Gaia em camionetas até Figo Maduro e no dia seguinte pela manhã cedo entramos para um avião que fez escala em Cabo Verde e daí só parou em BISSAU.

Chegados ao aeroporto fomos logo para o CUMURÉ tirar o “IAO” (Instrução de Aperfeiçoamento Operacional) e depois fomos divididos 50% para CATIÓ e os outros 50% para CABEDU. Eu comecei por ficar em CATIÓ e depois também fui para CABEDU onde estive duas vezes e foi de lá que terminei a comissão em Agosto de 1974. 

Resumindo, digo que no dia de hoje há 45 anos começou para mim um dos piores momentos da minha juventude e da minha vida, pois não aprendi nada, não resolvi nada e só perdi parte da minha juventude e alguns sonhos que tinha. A única coisa positiva que ficou de isto tudo foi algumas amizades que ganhei na altura e agora nestes últimos 5, 6 anos nas redes sociais com ex-camaradas que pisando os mesmos lugares ou por outra razão, algo temos em comum.                                                         

Anexo algumas fotos deste percurso de 26 meses que lembro pela negativa em 90% e pela positiva 10%. Cada um tem a sua história, tem o seu ponto de vista, tem a sua realidade, a minha é esta e será esta que vai ficar até eu partir para outra vida que ninguém quer ir, mas é a única certeza que temos.                                                      

Um abraço a todos que fizeram parte da minha companhia, que fizeram a mesma missão na GUINÉ e em todos os sítios que tiveram de cumprir uma obrigação imposta e não de livre vontade.

Alguma indicações sobre esta companhia no blogue do Luis graça & camaradas da Guiné.

Foto-galeria


Abrigo das TRMS Catió

Abrigo TRMS, Catió

TRMS

Cabedu


Entrada Quartel Catió






centro cripto Catió




Vd. Postes (Efemérides) aqui: https://cart3494guine.blogspot.pt/2014/04/p202-efemerides-xix-o-nosso-regresso.html 

 http://ultramar.terraweb.biz/2017_06_11_CArt3494.htm 



P319 - GUINÉ: (D)O OUTRO LADO DO COMBATE "PROPOSTAS DE REFORÇO DA COOPERAÇÃO DA GUINÉ-CONACRI AO PAIGC ELABORADAS POR AMÍLCAR CABRAL (14 DE SETEMBRO DE 1972) PARTE I


Caríssimo Sousa de Castro,



Os meus melhores cumprimentos



Enquanto espaço de partilha de informação e conhecimento sobre a nossa passagem pelo CTIG, anexo mais um pequeno contributo historiográfico relacionado com as actividades desenvolvidas por Amílcar Cabral no ano de 1972 (o nosso 1.º), o qual se inscreve na minha série «(D)o outro lado do combate».



Em função da extensão do documento, este será o primeiro de três textos (ou três partes). Os outros seguirão oportunamente.



Boa semana.



Um abraço, Jorge Araújo.



terça-feira, 13 de junho de 2017

P318 - (CONVÍVIOS) Operação na cidade de Tondela pela CART 3494, o próximo encontro já está marcado para o dia 09 de junho de 2018 na zona de Oliveira do Hospital (SdC)




No passado dia 11 de junho de 2017 realizou-se o 32º encontro/convívio da CART 3494 do BART 3873 na Cidade de TONDELA (cidade dos Besteiros¹) junto da Associação dos Combatentes do Ultramar, onde fomos recebidos por alguns membros da direcção.

Decorreu com o brilho que já nos habituou ao longo dos anos. Esta Op com nome de código: “XXXII encontro/convívio”, pautou pela boa disposição e muita alegria, obviamente.
Três novos camaradas (foto acima) que pela primeira vez se apresentaram ao serviço, nomeadamente o homem do Clarim (peço desculpa por não me recordar do nome), o ex. Sol. NM 14203071 - Jaime da Costa Latada e o ex. 1º cabo NM 14008971 Joaquim da Silva Oliveira. Para além destes, também um camarada da CCS/BART 3873 que fez questão de participar neste e nos próximos eventos, de seu nome: Ex. Fur. Milº Alim. NM 00832271 – Américo da Silva Santos Russa.
Junto ao monumento dos Combatentes do Ultramar, seguiram-se actos de homenagem com a colocação de um ramo de flores na base daquela memória, guardamos um minuto de silencio aos que desencarnaram da vida terrena e fizemos a foto de família.

Rumamos de seguida em caravana auto para Quinta do Barreiro onde foi servido um excelente repasto.

Finalmente procedeu-se à nomeação do próximo organizador. Depois de alguns contactos com vários camaradas, o nosso camarigo das transmissões, José do Espírito Santo Vicente (foto) decidiu aceitar o desafio para a realização do “XXXIII encontro/convívio”, é pela 3ª vez que fica com esta responsabilidade de levar o pessoal até OLIVEIRA DO HOSPITAL ou arredores. Avançou de imediato a data de 09 de junho de 2018 para o referido evento.



¹Tondela (Cidade de Besteiros); História

O actual concelho de Tondela compreende as freguesias que constituíam o antigo concelho de Besteiros, ao qual vieram a anexar-se, com o andar dos tempos e depois de múltiplas reformas administrativas, os antigos coutos, depois concelhos da Serra do Caramulo - S. João do Monte e Guardão. Também terra chã, os de Mouraz, Sabugosa, Canas de Santa Maria, S. Miguel de Outeiro e algumas freguesias que pertenciam ao termo de Viseu e a outros pequenos concelhos, Barreiro e Treixedo. Segundo documentos dos séculos X, XI e XII designava-se esta região por Terra de Balistariis. Esta designação tem por origem a palavra balista ou besta, máquina de guerra usada pelos besteiros na idade média. Fonte: Wikipédia


FOTOGALERIA


Da esqª/drtª; Abílio Rodrigues, Carlos Cunha, António Carda, Jaime Latada, Amorim do Alto (distinguido com o prémio governador da Guiné) e Joaquim M. Sousa (gravemente ferido em combate)


Da Esqª/drtª; Guedes Ferreira, Joaquim Oliveira, Ricardo Teixeira e Gregório Santos

Esqª/drtª; João Machado, Sousa de Castro e Serradas Pereira



Sousa de Castro
Junho 2017


segunda-feira, 5 de junho de 2017

P317 - Marcelo. Antigos combatentes são "heróis" a quem não foi dada a devida atenção

Transcrição da intervenção do Exmo. Presidente da República "Marcelo Rebelo de Sousa", no lançamento de um livro na Associação dos Deficientes das Forças Armadas.

Fonte: Rádio Renascença com a devida vénia.


30 mai, 2017 - 18:01

O Presidente da República esteve no lançamento de um livro na Associação dos Deficientes das Forças Armadas


O presidente da ADFA, José Arruda, recebeu o Presidente da República. Foto: André Kosters/Lusa


O Presidente da República considerou, esta terça-feira, na Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA), que "houve uma desatenção em relação a estes heróis", combatentes da guerra colonial, e que "o Estado português está aos poucos a fazer-lhes justiça".

"É muito lento, já passaram mais de 40 anos, mas continuamos a lutar por essa justiça, eles continuam a lutar por essa justiça, e o Presidente da República continua a apoiá-los nessa luta", acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas.

O chefe de Estado visitou a ADFA para apresentação do livro "Deficientes das Forças Armadas - a geração da rutura", e aproveitou a presença do antigo Presidente da República António Ramalho Eanes para o homenagear como "um dos impulsionadores" e "referência cimeira desta associação".

Na intervenção que fez durante esta cerimónia, Marcelo Rebelo de Sousa referiu-se aos antigos combatentes da guerra colonial que enchiam a sala como "homens que, com sentimento patriótico e espírito de altruísmo, defenderam o seu país quando a isso foram chamados".

"Vós sois os nossos heróis, num tempo de ditadura e de fim de ciclo imperial e colonial. Nesse capítulo intenso, dramaticamente intenso da nossa história. E quando olhamos para vós, continuamos a ver, para além de tudo o que foi sofrido, vida, capacidade de luta, orgulho, lealdade e amor. O Presidente da República manifesta aqui perante todos vós a rendida admiração, penhorada, de todos os portugueses", disse-lhes.

O chefe de Estado e Comandante Supremo das Forças Armadas terminou o seu discurso declarando: "Mesmo quando alguns dos mais responsáveis demoraram ou demoram a fazer-vos integral justiça, Portugal, que o mesmo é dizer milhões de portugueses, não vos esqueceram, não vos esquecem, não esquecem a vossa doação nacional. Não esquecem hoje, e nunca esquecerão no futuro. Muito obrigado".



quarta-feira, 31 de maio de 2017

P316 - A petição "Os ex-combatentes solicitam ao Estado Português que o suplemento especial de pensão, atribuido aos antigos combatentes, seja substituído pela antecipação da idade de reforma", foi admitida e tem o n.º 309/XIII/2.ª

Para conhecimento, transcrevo com a devida vénia do Sítio "Relembrar para não esquecer", fundado pelo Inácio Silva,  ex. 1º cabo apontador de armas pesadas, da CART 2732 Guiné -Mansabá, 1970/72. 


Adicionar legenda
É com o sentido do dever cumprido que venho anunciar que fiz a entrega oficial da petição "Os ex-combatentes solicitam ao Estado Português o reconhecimento cabal dos seus serviços e sacrifícios", no passado dia 17/05/2017, que durante muito tempo esteve a decorrer no sítio "Petição Pública".
Foi possível obter mais de 4.500 assinaturas, preenchendo as condições para a mesma ser debatida pelos grupos parlamentares que, certamente a irão analisar e encontrar uma solução que venha ao encontro das nossas expectativas, conforme o que nela é preconizado.
Muito já foi falado e, até, legislado, sobre os direitos dos (ex)-combatentes e os deveres do Estado mas, até hoje, não foi feita justiça aos que partiram para a guerra, para terras longínquas, hoje independentes, numa função de "serviço militar obrigatório", em defesa e representação de Portugal. Não obstante, pedimos o mínimo que consideramos justo, com simplicidade e clareza, porque, sabemos muito bem que os tempos são de vacas magras e há uma enorme dívida para todos os portugueses pagarem.
Só espero que o "petróleo branco", designado por lítio, de que Portugal é uma potência mundial, venha a dar uma ajudinha a isto tudo e torne mais fácil a decisão política.
Para conhecimento de todos, aqui está a carta que me foi enviada pelo Sr. Presidente da Comissão de Defesa Nacional.

Esta é a petição que assinei entregue e admitida pela a Assembleia da República. Vejam aqui:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=p2011n5306


Poste em Refª.: https://cart3494guine.blogspot.pt/2011/01/p88-peticao-assembleia-da-republica-e.html



quarta-feira, 24 de maio de 2017

P315 - MEMÓRIAS DE MANUEL JANES EX. 1º CABO "O VIOLAS" DA CCAÇ 1427- CABEDÚ (1965/1967)

MSG de Jorge Alves Araújo, ex-Furriel Mil. Op. Esp./RANGER, CART 3494 (Xime-Mansambo, 1972/1974) 

com data de; 19 de Maio de 2017

Caríssimo Camarada Sousa de Castro. Conforme te dei conta em narrativa anterior, esta relacionada com as memórias do camarada Manuel Janes "O Violas", da CCAÇ 1427, são das pequenas histórias que surgem, naturalmente, novas histórias, e que nos permitem o aprofundamento da sua historiografia a partir das vivências, individuais e colectivas, gravadas durante a nossa passagem por terras africanas, de que é exemplo paradigmático, o caso da Guiné. Assim sendo, eis o segundo trabalho sobre o caso do camarada "Violas". Com um grande abraço de amizade. Jorge Araújo. Maio/2017



1.   INTRODUÇÃO
Manuel Janes, 2017

O encontro/convívio de ex-combatentes no CTIGuiné realizado no passado dia 25 de março, no Monte da Caparica, Município de Almada, em que participaram camaradas de várias Unidades que aí cumpriram a sua missão em diferentes épocas e locais, permitiu partilhar memórias únicas pois só os próprios a sabem contar como ninguém.

O destaque dessa reunião vai, no entanto, para o camarada Manuel José Janes, também conhecido por 1.º Cabo “O Violas”, alcunha pela qual passou a ser conhecido desde o início pelos seus pares, tendo por companheiras inseparáveis: uma G3 e a sua viola.

Para recordar aquela que foi a sua apresentação, recupero alguns factos narrados no P308. “Quando o almoço decorria com uma natural tranquilidade, eis que se aproxima de nós um indivíduo trauteando alguns versos do seu fadário vivido durante a Guerra do Ultramar, em estilo musical de fado. Era, nem mais nem menos, o proprietário do restaurante, também ele ex-combatente na Guiné, pertencente ao contingente da CCAÇ 1427, Unidade que esteve sedeada em Cabedú, na região de Tombali, no Sul, nos anos de 1965/1967”.

Região de Tombali - vista aérea do Destacamento de Cabedú ao tempo da CCAÇ 1427


2.   O CAMARADA MANUEL JANES “O VIOLAS” DA CCAÇ 1427

Procurando saber mais histórias da sua missão em Cabedú e da sua Unidade (CCAÇ 1427 - 1965/1967), para além das que nos contou durante aquele primeiro evento, encontrei-me recentemente com o camarada Manuel Janes. Durante a nossa cavaqueira de cerca de três horas, com uma ordem de trabalhos completamente arbitrária, mas sem descurarmos o tema base do nosso encontro – “memórias da Guiné” –, a determinada altura divulguei-lhe aquele que para ele seria uma novidade: o de ter tido notícias do camarada Manuel Caldeira Coelho [fur mil trms da CCAÇ 1589 (Nova Lamego e Madina do Boé - 1966/1968)], conterrâneo de Reguengos de Monsaraz e seu grande amigo, que nos idos anos de 1964 haviam fundado um trio vocal.

Recebendo o meu segredo ou confidência com grande satisfação, fez questão de o contactar enviando-lhe uma mensagem SMS de agradecimento.

Na sequência da primeira narrativa [P308], na qual faço referência ao nome e à pessoa do Manuel José Janes “O Violas”, o camarada Manuel Coelho (a quem agradeci sensibilizado) respondeu-nos, através de correio interno, o seguinte:

“Caros editores, ao ler o poste 17206[luisgraca&camaradasdaguine] do dia 4, de autoria do camarada Jorge Araújo, não podia deixar de dar uma "achega" referente às capacidades do Manuel José Janes como cantor e autor.
Somos da mesma terra (Reguengos de Monsaraz) e fundámos um trio vocal em 1964 para nos divertirmos a actuar a nível regional. Temos uma gravação feita num gravador de bobinas emprestado, não sei se poderá ser incluído neste testemunho.
Com uma voz linda de se ouvir em qualquer apresentação, não quis o destino que seguisse carreira artística.
Fomos cada um para seu lado no serviço militar e entretanto a 2.ª Região Militar [Tomar] reuniu vários artistas amadores ou não, para espectáculos em vários locais designadamente na Guarda onde houve festa pela reabertura do quartel do BC 7.
Lá chamaram a ele e a mim e foi um êxito que nos fez repetir no Coliseu de Lisboa e a gravar este espectáculo na RTP transmitido em 15/7/1965 e apresentado por Carlos Cruz.
Ocasionalmente encontrámo-nos em Bissau de férias. O que ele me contava de Cabedú e de Catió era tremendo, acho que alguém poderá convence-lo a descrever essas histórias passadas com a CCAÇ 1427. Eu poderei contactá-lo para isso.
Resumindo: uma voz fabulosa, uma escrita em verso não aproveitada e um destino não como artista mas como industrial de hotelaria.
Perdeu a vida artística mas ganharam os amigos e clientes da sua casa que sempre o ouvem lá cantar e conviver”.
Manuel Coelho.

Aqui chegado, e para concluir este apontamento, resta-me apresentar algumas (poucas) imagens de Cabedú, prometendo voltar logo que o camarada Manuel Janes localize o seu baú, uma vez que mudou de residência recentemente. Daremos conta, ainda, da «Marcha de Cabedú», da CCAÇ 1427, com letra e música da sua autoria.

Comprometeu-se, finalmente, a dar-me conta da data do lançamento do seu livro de poesia que, segundo me confidenciou, está para breve.

Região de Tombali - Destacamento de Cabedú ao tempo da CCAÇ 1427 (1965/1967)

Região de Tombali - Destacamento de Cabedú: parte do contingente da CCAÇ 1427 (1965/1967) onde se vê o camarada Manuel Janes “O Violas” no interior do círculo com uma das suas companheiras inseparáveis - a viola.


Letra da «Marcha de Cabedú» da CCAÇ 1427

da autoria de Manuel José Janes “O Violas”



Obrigado pela atenção.
Um forte abraço de amizade com votos de muita saúde.
Jorge Araújo.
18MAI2017.