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quarta-feira, 24 de agosto de 2022

P427 - MEMÓRIAS CRUZADAS NAS “MATAS” DA GUINÉ (1963-1974): RELEMBRANDO OS QUE, POR MISSÃO, TINHAM DE CUIDAR DAS FERIDAS CORPOREAS PROVOCADAS PELA METRALHA DA GUERRA COLONIAL: «OS ENFERMEIROS» PARTE VI

 MSG com data de 29/06/2022


Caríssimo Camarada Sousa de Castro,

 Os meus melhores cumprimentos.

 Depois do interregno observado na publicação regular dos fragmentos em que foi dividido o "dossier" em título, voltamos hoje a recuperar mais algumas das "memórias cruzadas nas matas da Guiné", estas relativas ao universo dos camaradas da "Saúde Militar" do Exército que foram condecorados com a medalha de «Cruz de Guerra» por actos em combate, num total de 24 casos, durante as suas comissões de serviço no CTIG (1963-1974).

 Para esse efeito anexo a PARTE VI.

 Despeço-me, enviando votos de muita saúde.

 Com um abraço de amizade,

Jorge Araújo.


GUINÉ

Jorge Alves Araújo, ex-Furriel Mil. Op. Esp./RANGER, CART 3494


(Xime-Mansambo, 1972/1974)

MEMÓRIAS CRUZADAS

NAS “MATAS” DA GUINÉ (1963-1974):

RELEMBRANDO OS QUE, POR MISSÃO, TINHAM DE CUIDAR DAS FERIDAS CORPOREAS PROVOCADAS PELA METRALHA DA GUERRA COLONIAL: «OS ENFERMEIROS»


OS CONTEXTOS DOS “FACTOS E FEITOS” EM CAMPANHA DOS VINTE E QUATRO CONDECORADOS DO EXÉRCITO COM “CRUZ DE GUERRA”, DA ESPECIALIDADE “ENFERMAGEM”

PARTE VI




► Continuação do P420 (V) (17.12.21)

1.   - INTRODUÇÃO

Continuamos a partilhar no Fórum os resultados obtidos na investigação acima titulada. Procura-se valorizar, também, através deste estudo, o importante papel desempenhado pelos nossos camaradas da “saúde militar” (e igualmente no apoio a civis e população local): médicos e enfermeiros/as, na nobre missão de socorrer todos os que deles necessitassem, quer em situação de combate, quer noutras ocasiões de menor risco de vida, mas sempre a merecerem atenção e cuidados especiais.

Considerando a dimensão global da presente investigação, esta teve de ser dividida em partes, onde procuramos descrever cada um dos contextos da “missão”, analisando “factos e feitos” (os encontrados na literatura) dos seus actores directos “especialistas de enfermagem”, que viram ser-lhes atribuída uma condecoração com «Cruz de Guerra», maioritariamente de 3.ª e 4.ª Classe. Para esse efeito, a principal fonte de informação/ consulta utilizada foi a documentação oficial do Estado-Maior do Exército, elaborada pela Comissão para o Estudo das Campanhas de África (1961-1974).

2.   - OS “CASOS” DO ESTUDO

De acordo com a coleta de dados da pesquisa, os “casos do estudo” totalizaram vinte e quatro militares condecorados, no CTIG (1963/1974), com a «Cruz de Guerra» pertencentes aos «Serviços de Saúde Militar», três dos quais a «Título Póstumo», distinção justificada por “actos em combate”, conforme consta no quadro nominal elaborado por ordem cronológica e divulgado no primeiro fragmento – P415.

No gráfico abaixo está representada a população do estudo agrupada pela variável “ano”.



3.   - OS CONTEXTOS DOS “FEITOS” EM CAMPANHA DOS MILITARES DO EXÉRCITO CONDECORADOS COM “CRUZ DE GUERRA”, NO CTIG (1963-1974), DA ESPECIALIDADE DE “ENFERMAGEM” - (n=24)

 

3.11 - FRANCISCO PINHO DA COSTA, ALFERES MILICIANO MÉDICO, DA CCAÇ 1439, CONDECORADO COM A CRUZ DE GUERRA DE 3.ª CLASSE 

A décima primeira ocorrência a merecer a atribuição de uma condecoração a um elemento dos «Serviços de Saúde» do Exército, esta com medalha de «Cruz de Guerra» de 3.ª Classe – a quarta das distinções contabilizadas durante o ano de 1966, e a única atribuída a um (Oficial) Médico – teve origem no desempenho tido pelo militar em título, quando, em 21 de Agosto de 1966, domingo, a sua viatura, incluída numa coluna que se deslocava em direcção a Porto Gole, accionou um engenho explosivo, seguida de emboscada, tendo provocado alguns feridos com gravidade, sendo ele um destes. Mesmo ferido, não deixou de prestar a assistência da sua especialidade, só pedindo a sua evacuação quando entendeu que tinha concluído a sua missão (infografia abaixo).

► Histórico


◙ Fundamentos relevantes para a atribuição da Condecoração

▬ O.S. n.º 39, de 29 de Setembro de 1966, do QG/CTIG:

“Condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª Classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o Alferes Miliciano Médico, Francisco Pinho da Costa, da Companhia de Caçadores 1439 [CCAÇ 1439] – Batalhão de Caçadores 1888, Regimento de Infantaria n.º 1.”

● Transcrição do louvor que originou a condecoração:

“Louvado o Alferes Miliciano Médico, Francisco Pinho da Costa, do BCAÇ 1888, prestando

serviço na CCAÇ 1439, porque no dia 21Ago66, domingo, fazendo parte de uma coluna que seguia para Porto Gole, a fim de prestar assistência da sua especialidade à guarnição daquele Destacamento, apesar de ferido com gravidade por um engenho explosivo IN, que a viatura em que era transportado accionou, não deu a conhecer o seu estado, tratando os feridos no local de rebentamento e sob o fogo da emboscada IN, revelando uma extraordinária coragem, sangue-frio, desprezo pelo perigo e muita serenidade, só pedindo a sua evacuação após se ter certificado que estava cumprida a sua missão.

O Alferes Miliciano Médico, Francisco Pinho da Costa, com a sua atitude deu um nobre exemplo de carácter, de abnegação e de elevada coragem, demonstrando possuir, no mais elevado grau, espírito de sacrifício e todas as virtudes militares que o distinguem como médico e militar.” (CECA; 5.º Vol.; Tomo IV; p 299).

CONTEXTUALIZAÇÃO DA OCORRÊNCIA


Para contextualização da ocorrência que esteve na base da condecoração do Alferes Médico, Francisco Pinho da Costa, socorremo-nos das memórias reproduzidas pelo camarada João Crisóstomo, ex-alf mil inf da mesma unidade, no P19813 (22.05.2019) – Parte III: “a vida em Missirá” – a propósito de uma foto (à civil) com um alferes médico (foto ao lado).

Acrescenta que não se lembra do nome dele. Sabe apenas que era o médico do Batalhão que estava em Bafatá (e do qual a CCAÇ 1439 fazia parte ou a que estava agregada). O médico anterior a ele tinha sido uma das vítimas duma mina com emboscada. O comandante do Batalhão de Bafatá [BCAV 757; do TCor Cav Carlos de Moura Cardoso (?)] fazia parte dessa coluna, mas não estava a comandar. O capitão Pires, cmdt da CCAÇ 1439 tinha-nos dito expressamente que ele não estava como comandante e pertencia-nos a nós “protege-lo e entregá-lo”.

Este (o médico anterior) era um indivíduo mais baixo, também com óculos, cara redonda… Partiu as pernas e foi evacuado na mesma altura para Bissau e nunca mais ouvi falar dele; também não me lembro do nome dele. Vou ver se o Figueiredo se lembra; (se me não engano o Figueiredo era o condutor do Unimog que sofreu a mina; eu ia ao lado dele, fomos os dois projectados cada um para seu lado, mas, com sorte, sem nada quebrado; recordo-me bem de ter sido projectado, e ao aterrar no solo ter encontrado ao meu lado a minha G3 de cano metido na terra; nem de propósito teria sido tão bem “enfiada” no chão…). (…)

Por outro lado, é muito provável que esta ocorrência esteja relacionada com a «Operação Gorro», realizada entre 19 e 24 de Agosto de 1966, onde participaram forças da CCAÇ 1439, CCAÇ 1551 e 1 GC da CCAV 1482. Esta actividade operacional tinha por objectivo realizar uma série de patrulhamentos e emboscadas na região de Colicunda, em exploração de uma notícia que referia que o IN cambava o rio Geba naquela região, transportando material e munições para Jugudul. Ao ser capturado 1 elemento IN, que fazia os reabastecimentos de Lasse para Chubi, foi detectado um acampamento IN, composto por 6 casas de mato, que foi destruído. Foi morto 1 elemento IN. (CECA; 6.º Vol.; p 408).

3.11.1 - SUBSÍDIO HISTÓRICO DA COMPANHIA DE CAÇADORES 1439

             = XIME - BAMBADINCA - ENXALÉ - MISSIRÁ - PORTO GOLE E FÁ MANDINGA

Mobilizada pelo Batalhão Independente de Infantaria 19 [BII 19], Unidade pertencente à Região Autónoma da Madeira, para cumprir a sua missão ultramarina no CTIG, a Companhia de Caçadores 1439 [CCAÇ 1439], embarcou no cais do Funchal a 02 de Agosto de 1965, 2.ª feira, a bordo do N/M «NIASSA», que havia saído de Lisboa a 31 de Julho p.p., sob o comando do Cap Mil Inf Amândio Manuel Pires, tendo chegado a Bissau a 06 do mesmo mês.

3.11.2 - SÍNTESE DA ACTIVIDADE OPERACIONAL DA CCAÇ 1439

Após a sua chegada a Bissau, em 06Ago65, a CCAÇ 1439 seguiu imediatamente para o


Xime, a fim de efectuar treino operacional com forças da CCAV 678 [18Jul64-27Abr66; do Cap Cav Juvenal Aníbal Semedo de Albuquerque] e assumiu a responsabilidade do subsector do Xime em substituição da CCAÇ 508 [20Jul63-07Ago65; do Cap Mil Inf João Henriques de Almeida (1.º) e do Cap Inf Francisco Xavier Pinheiro Torres de Meireles (1938-1965) (2.º)], ficando integrada no dispositivo e manobra do BCAÇ 697 [21Jul64-27Abr66; do TCor Inf Mário Serra Dias da Costa Campos], com amissão de intervenção e reserva do sector. Em 10Set65, por troca com a CCAV 678 foi deslocada para Bambadinca, onde continuou com a missão de intervenção e reserva do sector e assumiu cumulativamente a responsabilidade do respectivo subsector de Bambadinca. Nestas funções, tomou parte em diversas operações de que se salientam, pelos resultados obtidos, a «Operação Bravura», de 14 a 24Ago65, na região de Galo Corubal e a «Operação Avante», em 29 e 30Ago65, na região do rio Buruntoni. Em 09Out65, por troca com a CCAÇ 556 [10Nov63-28Out65; do Cap Inf José Abílio Lomba Martins (1.º)], assumiu a responsabilidade do subsector de Enxalé, com destacamentos em Missirá e Porto Gole, mantendo-se na dependência do BCAÇ 697 e depois do BCAÇ 1888 [26Abr66-17Jan68; do TCor Inf Adriano Carlos de Aguiar]. No período, efectuou várias operações nas regiões de Madina Belel, Missirá e Porto Gole, em que capturou bastante armamento e material. Em 08Abr67, foi rendida no subsector de Enxalé, por troca com a CART 1661 [06Fev67-19Nov68; do Cap Mil Art Luís Vassalo Namorado Rosa (1.º)] e recolheu seguidamente a Fá Mandinga, onde se manteve, temporariamente, como subunidade de reserva do sector. Em 17Abr67, seguiu para Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso, o qual ocorreu no dia seguinte, a bordo do N/M «UÍGE» (CECA; 7.º Vol; p 349). 

3.12 - ANTÓNIO JOSÉ PAQUETE VIEGAS, SOLDADO AUXILIAR DE ENFERMEIRO, DA CCS/BCAÇ 1877, CONDECORADO COM A CRUZ DE GUERRA DE 3.ª CLASSE 

A décima segunda ocorrência a merecer a atribuição de uma condecoração a um elemento dos «Serviços de Saúde» do Exército, esta com medalha de «Cruz de Guerra» de 3.ª Classe - a quinta das distinções contabilizadas no decurso do ano de 1966 - teve origem no desempenho tido pelo militar em título, durante a «Operação Abanão 5», realizada em 06 de Novembro de 1966, domingo, na Região de Teixeira Pinto (hoje Canchungo), quando tomou a iniciativa de, debaixo de fogo, chegar à frente da coluna em que seguia, procurando socorrer os feridos graves provocados por emboscada montada pelo IN (infografia abaixo).

► Histórico

◙ Fundamentos relevantes para a atribuição da Condecoração

▬ O.S. n.º 02, de 12 de Janeiro de 1967, do QG/CTIG:

“Manda o Governo da Republica Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 3.ª Classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o Soldado auxiliar de enfermeiro, n.º 2538064, António José Paquete Viegas, da Companhia de Comando e Serviços/Batalhão de Caçadores 1877 [BCAÇ 1877], Regimento de Infantaria n.º 15.”

● Transcrição do louvor que originou a condecoração:

“Louvado o Soldado auxiliar de enfermeiro, n.º 2538064, António José Paquete Viegas, da


CCS/BCAÇ 1877, porque na «Operação Abanão 5», em 06 de Novembro de 1966, domingo, durante uma emboscada feita pelo inimigo, debaixo de fogo e revelando valentia, sangue-frio e desprezo pela vida, correu prontamente do meio da coluna, onde se encontrava, para a testa da mesma, a fim de socorrer um ferido grave que se esvaía em sangue.

O Soldado Viegas, indiferente ao perigo, mostrou sempre durante a operação bastante serenidade e compreensão dos seus deveres humanitários, manifestando o maior empenho a todos auxiliar, tendo a sua pronta e rápida acção contribuído para que o ferido grave pudesse ser evacuado em boas condições.

De salientar que foi a primeira vez que tomou parte em operações e se ofereceu voluntariamente para esta operação.” (CECA; 5.º Vol.; Tomo IV; p 155).

CONTEXTUALIZAÇÃO DA OCORRÊNCIA

Para além dos fundamentos acima expressos, nada mais foi encontrado na bibliografia consultada, impedindo-nos, assim, de descrever, em pormenor, o contexto que determinou o louvor ao Soldado auxiliar de enfermeiro, António José Paquete Viegas, e posterior condecoração.

3.12.1 - SUBSÍDIO HISTÓRICO DO BATALHÃO DE CAÇADORES 1877

             = XIME - BAMBADINCA - ENXALÉ - MISSIRÁ - PORTO GOLE E FÁ MANDINGA

Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 15 [RI 15], de Tomar, para cumprir a sua missão ultramarina no CTIG, o Batalhão de Caçadores 1877 [BCAÇ 1877], constituído pela CCS e pela CCAÇ 1499, a primeira das três Unidades de Quadrícula, embarcaram no Cais da Rocha Conde de Óbidos, em Lisboa, em 02 de Fevereiro de 1966, 4.ª feira, a bordo do N/M «UÍGE», sob o comando do TCor Inf Fernando Godofredo da Costa Nogueira de Freitas, tendo desembarcado em Bissau a 8 do mesmo mês. As outras duas Unidades de Quadrícula – a CCAÇ 1500 e a CCAÇ 1501 – haviam embarcado antes, a 20 de Janeiro de 1966, 5.ª feira, igualmente a bordo do N/M «UÍGE».

 

3.12.2 - SÍNTESE DA ACTIVIDADE OPERACIONAL DO BCAÇ 1877

O BCAÇ 1877 foi, inicialmente, colocado em Bissau na situação de reserva à ordem do


Comando-Chefe, sendo as suas subunidades [CCAÇ’s 1499; 1500 e 1551] destacadas em reforço de vários sectores. De 28Mai66 a 30Jun66, assumiu a responsabilidade do Sector O1-A, então criado, com sede em Teixeira Pinto e abrangendo as subunidades estacionadas em Teixeira Pinto e Cacheu e seus destacamentos, em área temporariamente retirada ao BCAV 790 [28Abr65-08Fev67; do TCor Cav Henrique Alves Calado (1920-2001)], com a finalidade primária de actuar ofensivamente na área do Churo, efectuar o controlo dos itinerários e estabelecer contactos com as populações. Em 15Jul66, assumiu, outra vez, a responsabilidade do Sector O1-A, então novamente activado, com sede em Teixeira Pinto e abrangendo a anterior zona de acção, e a partir de 11Out66, a área de Jolmete, então transferida do BCav 790. Desenvolveu intensa actividade operacional de patrulhamento, emboscadas e de acções ofensivas sobre o inimigo, infligindo-lhe sensíveis baixas, apreensão e destruição de diverso material e dificultando a sua consolidação no terreno. Destaca-se, pelos resultados obtidos a série de operações "Arromba", realizadas na região de Banhinda - Lecache - Peche, entre outras.

Em 07Jan67, o Comando e a CCS (reduzidos) renderam, no Sector L2, o BCAV 757 [23Abr65-20Jan67; do TCor Cav Carlos de Moura Cardoso], com a sua sede em Bafatá e abrangendo os subsectores de Contuboel, Fajonquito, Geba, Bafatá e Pirada, este retirado à zona de acção em 01Jul67; entretanto o 2.° Cmdt e o resto da CCS mantiveram-se no Sector 01-A, até serem rendidos pelo BCAV 1905 [06Fev67-19Nov68; do TCor Cav Francisco José Falcão e Silva Ramos], em 08Fev67. Nesta situação, continuou a desenvolver intensa actividade de patrulhamento e de reconhecimento sobre as linhas de infiltração inimigas, além de garantir a segurança e desenvolvimento socioeconómico das populações. Destacam-se, entre outras, as operações "Inquietar I" e "Inquietar II", realizadas na região de Sare Dicó. Dentre o material capturado mais significativo, no conjunto da actuação nos dois sectores, salienta-se: 1 metralhadora ligeira, 3 pistolas-metralhadoras, 6 espingardas, 1 lança-granadas foguete e 15 granadas de morteiro. Em 24Set67, foi rendido no sector de Bafatá pelo BCAV 1905 e recolheu seguidamente a Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso, o qual ocorreu em 06 de Outubro de 1967. (CECA; 7.º Vol.; pp 78-79).

Continua…

► Fontes consultadas:

Ø Estado-Maior do Exército; Comissão para o Estudo das Campanhas de África (1961-1974). Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África; 5.º Volume; Condecorações Militares Atribuídas; Tomo IV; Cruz de Guerra, 1967; Lisboa (1992).

Ø Estado-Maior do Exército; Comissão para o Estudo das Campanhas de África (1961-1974). Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África; 6.º Volume; Aspectos da Actividade Operacional; Tomo II; Guiné; Livro I; 1.ª Edição; Lisboa (2014)

Ø Estado-Maior do Exército; Comissão para o Estudo das Campanhas de África (1961-1974). Resenha Histórico-Militar das Campanhas de África; 7.º Volume; Fichas das Unidades; Tomo II; Guiné; 1.ª edição; Lisboa (2002).

Ø Outras: as referidas em cada caso.

Termino, agradecendo a atenção dispensada.

Com um forte abraço de amizade e votos de muita saúde.

Jorge Araújo.

29JUN2022

 






sexta-feira, 17 de junho de 2022

P426 - Crachás do BART 3873 [Simbologia] Por: CMDT da CART 3493 Cap. Milº Inf. - Manuel da Silva Ferreira da Cruz

 Crachás do BART 3873


- Introdução

Apontamento por: Cap. Milº Manuel Cruz, CMDT da CART 3493 em Mansambo, Cobumba (zona do Cantanhês), Fá Mandinga, (perto de Bambadinca) na ex. residência do Chefe do PAIGC Amílcar Cabral e finalmente no COMBIS (Comando em Bissau) até ao regresso ao Continente.

 - Simbologia

Olá a todo o pessoal do BART3873. (CCS, CART3492, CART3493 e CART3494)!
Dirijo-me a Vós para vos dar um Pequeno Apontamento (histórico?) sobre todos os Crachás do BART 3873
O desenho dos crachás, foram pedidos por concurso promovido pelo nosso Tenente Coronel (nessa data) Tiago Martins! O desenho que ganhou o concurso (aceite pelo nosso Cmdt), é da autoria de um irmão meu (já falecido), que na altura possuía o curso de Artes Decorativas (escola Soares dos Reis)! O Lema do Batalhão “NA GUERRA CONSTRUINDA A PAZ”, foi escolhido pelo nosso CMDT, que recusou o título que o meu irmão tinha proposto “Mais Sublime”! As mãos em cor branca e negra, simbolizava “nós continentais e os Guineenses”. A granada, simboliza a Artilharia (BART)!
Este meu irmão, cumpriu o Serviço como Fur. Mil. Comandos em Moçambique.

Abraço,

15 de junho de 2022

segunda-feira, 13 de junho de 2022

P425 Montemor O Velho” 35º convívio CART 3494/BART 3873 “OPERAÇÃO CARAPINHEIRA [Grande ronco]

 

“OPERAÇÃO CARAPINHEIRA – 

Montemor O Velho” 35º convívio
CART 3494/BART 3873



No passado dia 11/06/2022 voltamos aos convívios depois de um interregno de dois anos devido à Pandemia Covid 19.

Antes, tivemos a preocupação de auscultar a companhia para sabermos da opinião se deveríamos realizar ou não o 35º convívio da CART 3494 em Montemor O Velho, a resposta foi positiva, assim levamos a cabo a operação “CARAPINHEIRA – Montemor O Velho”.


Comandante da OP António Bonito.   

António Bonito

Conseguimos reunir 70 comensais, apesar de algumas desistências de última hora, nomeadamente do Adelino Alves Pereira, Benjamim Dias, Fernando Manuel Silva e António Godinho, devido a situações circunstanciais.

Seriamos muitos mais, não fossem os 36 camaradas que deixaram a vida terrena, que temos conhecimento (se calhar são mais) a quem prestamos homenagem com um minuto de silêncio.

Para as suas famílias apresentamos o nosso voto de que perdurem nos v/corações as boas recordações e as memórias de todos os momentos felizes e é só, um até já camaradas.

Muita alegria, muita animação, música, poesia etc. Recordamos as mesmas peripécias do tempo passado na Guiné, o Abílio Soares Rodrigues, condutor auto-rodas, mostrou-nos o seu diário com o registo de todas as ocorrências da CART 3494 vividas no Xime, Enxalé e Mansambo, também falamos das nossas maleitas tendo em conta a idade, enfim!... Estivemos todos alegres, foi muito, muito bom mesmo, foi um dia bem passado. Até ao próximo ano.

Óscar Almeida
Ficou marcado o 36º encontro/convívio que estará a cargo do Manuel Óscar Almeida, (foto ao lado) em VAGOS no dia 10 de Junho de 2023.

Parabéns a todos, até para o ano.

Sousa de Castro

13/06/2022

 

Fotogaleria:

Algumas das muitas fotos, peço desculpa por omitir alguns camaradas, enviarei fotos para quem me solicitar facultando-me o endereço eletrónico ou qualquer outro meio.







Da Esqª/Drtª: Sousa de Castro, Jorge Araújo e João Machado 














  

terça-feira, 3 de maio de 2022

P424 - 35º Encontro/Convívio da CART-3494 no dia 11 de junho de 2022 na Vila de Carapinheira - MONTEMOR O VELHO

Guiné - Xime, Enxalé e Mansambo 

28 de Dezembro 1971 a 03 de Abril 1974

Comemoração do 48º aniversário da nossa chegada

«NA GUERRA CONSTRUINDO A PAZ»


_______________________________________________

Foto de: http://ultramar.terraweb.biz/2022_06_11_CArt3494.htm com a devida vénia

 

Caros companheiros/amigos,

Foram dois anos que não se realizou o convívio devido à Pandemia “COVID 19”. foi
mau demais!...  Precisamos de continuar juntos, conviver, reviver momentos únicos das nossas vidas e, atenção! Não nos resta muitos mais anos de vida, mas a história tem de continuar viva quanto mais não seja, pelos nossos filhos e netos.

Assim sendo está chegada a hora de retomar os nossos encontros, considera-te mobilizado para participar no 35º almoço/convívio que terá lugar no dia 11 de junho de 2022 em Montemor-o-Velho, junto ao Castelo.

Vamos lá companheiros, não vamos deixar morrer a amizade que nos une! Força, vamos comemorar o 48º ano da nossa chegada (03 de abril 1974/03 de abril 2022) numa grande festa. Trás a tua família, um amigo/a será sempre bem-vindos.

Camarada, se não poderes participar informa através dos contactos disponíveis nesta convocatória.

Com um forte abraço de amizade,

Força nessa vida!

António de Sousa Bonito

 INSCREVE-TE!

O Castelo de Montemor-o-Velho localiza-se na Vila, Freguesia e Concelho de mesmo nome, Distrito de Coimbra, em Portugal.
Em posição dominante sobre a vila, na margem direita do rio Mondego, à época junto à sua foz, no contexto da Reconquista cristã da Península Ibérica, constituiu-se em um ponto estratégico na defesa da linha fronteiriça do baixo Mondego, em particular da região de Coimbra. Foi, por essa razão, a principal fortificação da região, à época. 

Fonte: Wikpédia

 

PROGRAMA

(11 de junho de 2022)

 

09,30 HORAS – CONCENTRAÇÃO NO CASTELO DE MONTEMOR-O-VELHO.

 

Coordenadas GPS: 40°10'33.89"N

                                   8°40'57.57"W

 

11,30 HORAS - SAIREMOS EM CARAVANA AUTO ATÉ À CARAPINHEIRA, QUE DISTA CERCA DE 4 KMS ONDE SERÁ SERVIDO UM FANTÁSTICO ALMOÇO NO:

 


Restaurante: "Encosta de S. Pedro", sito na: 

Rua de São Pedro, Pavilhão Multiusos, 

Carapinheira

3140-093 Montemor-o-Velho

 

TM: 964 565 632

 

GPS:  40°12'5.91"N

           8°38'34.04"W

 

EMENTA

35º CONVÍVIO CART 3494 NA CARAPINHEIRA 11/06/2022

 

Entradas:

- Salgadinhos, Carapaus fritos, Pataniscas, Grelhados etc.

- Sopa à Lavrador

- Bacalhau c/natas e Alface

- Carne de Vitela na fornalha c/batata assada e verdura

Sobremesa:

- Salada de fruta, doce da casa, pastel grande de Tentúgal e Bolo CART 3494

Bebidas todas e café.

Custo: 30,00€ P/pessoa, 50% crianças até 10 anos

__________________________________________________________

Agradeço confirmação SIM OU NÃO por: 

Mensagem, telefonema para: Ex. Furriel Bonito:  963529764 - 233920441

 E-mail: antonio.bonito@sapo.pt até 24 de maio.

 

Relatório inscrições até ao momento no 35º convívio da CART 3494 em CARAPINHEIRA – Montemor-O-Velho no dia 11/06/2022

1)      Abílio Soares Rodrigues – Estarreja - 969 749 850-----------------------------------------------2

2)      Acácio Dias Correia – Linda-A-Velha – 964 066 185 --------------------------------------------2

3)      Adelino Alves Pereira – Joane, Famalicão – 910 456 314 ---------------------------------(Não)

4)      Alberto D’aparecida Couto – Aldreu, Barcelos – 965 449 719---------------------------(NÃO)

5)      Alcides de Sá Pinto Castro – S. João de Ver - 939 808 050 -------------------------------------2

6)      Alcindo Joaquim P. Silva (cindinho) Custoias – 962 809 165 ---------------------------------3

7)      Américo S. Santos Russa – Tondela – 930 618 599 ----------------------------------------(NÃO)

8)      António Gomes Azevedo – Fermedo, Arouca – 938 335 417-----------------------------------2

9)      António J. Pereira da Costa (CMDT) Mem Martins, Lisboa – 918 292 306 -----------------2

10)  António Joaquim Serradas Pereira – Leiria – 914 737 416 ------------------------------------1

11)  António Júlio Peixoto – Arcozelo, V. Nova de Gaia – 917 525 770 ----------------------------2

12)  António M. Sousa de Castro – Vila Fria, Viana do Castelo – 963 673 628 ------------------ 2

13)  António Sousa Bonito – Santana, Carapinheira – 963 529 764 ------------------------------ 1

14)  Armandino Carvalho dos Santos – França - -------------------------------------------------(Não)

15)  Armando Alves Dias – Espinho – 918 769 917 ---------------------------------------------------2

16)  Carlos Alberto Carvalho Cunha – Pombeiro da Beira, Arganil – 967 045 053 ----------- 4

17)  Carlos de Sousa Simões – Carapinheira – 239 623 901 ----------------------------------------1

18)  Carlos Duarte Teixeira – Tondela – 963 671 226 -----------------------------------------------2

19)  Carlos José Pereira (Tibi) – São João de Ver – 914 149 277 -----------------------------(Não)

20)  ex. Fur. Brito CART 3492 ----------------------------------------------------------------------------- 2

21)  Fernando Loureiro de Sousa – Ílhavo ------------------------------------------------------- (NÃO)

22)  Fernando Manuel Silva – Mirandela- 966 653 041 ---------------------------------------[Não)

23)  Fernando Martins Teixeira – Milheirós, Maia – 229 735 667 --------------------------------1

24)  Francisco C. Ferreira Inocêncio – Santo Estevão de Briteiros, Taipas – 967 253 095 ---1

25)  Francisco Costa Pereira – Pataias – 916 363 799 ---------------------------------------------- 1

26)  Gregório Caetano dos Santos (Barão) – Batalha - 912 838 468 ---------------------------- 2

27)  Jacinto Dias Nunes – S. Martinho do Campo – 252 842115 -----------------------------(NÃO)

28)  Jaime da Costa Latada – S. Pedro do Sul – 232 357 008 ----------------------------------(Não)

29)  João António David Godinho – Ponte de Sor – 934 604 309 -----------------------------(Não)

30)  João Domingos Sousa Machado – Póvoa de Varzim – 939 321 272 -------------------------5

31)  João Ruivo Fernandes – Oeiras – 965 139 561 ---------------------------------------------------2

32)  Joaquim da Silva Oliveira – Tondela – S/Tel. -----------------------------------------------------2

33)  Joaquim Manuel Lino Monteiro – Paços de Ferreira – 916 690 396 ------------------------1

34)  Joaquim Moreira de Sousa – Vila Garcia, Amarante – 255 431 779 ------------------------ 3

35)  Joaquim Olimpo Milheiro Volta e Silva – Lourosa – 917 535 476 ----------------------------2

36)  Jorge Alves Araújo – Almada – 963 131 456 -----------------------------------------------------2

37)  Jorge M. Marques Costa – Vila Nova de Gaia – 960 079 126 -----------------------------(Não)

38)  José Agostinho Barroso Vilela Peixoto – Brasil - +556 282 694 307 ------------------ (NÃO)

39)  José Carlos Mendes Pinto – Cepelos, Amarante – 934 202 324 ------------------------- (Não)

40)  José Damásio Silva Vicente – Alcobaça – 968 072 575 ----------------------------------- (Não)

41)  José Emílio Lima Tojal – Portimão? – 961 109 254 ----------------------------------------(NÃO)

42)  José Espírito Santo Vicente – Nogueira do Cravo, Oliveira do Hospital – 913 070 993 --2

43)  Licínio Almeida Pereira – Couvelha – Anadia – 933 307 132 ---------------------------------1

44)  Luciano José Marcelino Jesus – Cascais – 964 601 396 ---------------------------------------- 2

45)  Lúcio Damiano Monteiro Silva – Moreira de Cónegos – 967 251 337 -----------------------1

46)  Luís Coutinho Domingues – Rio Tinto, Porto – 961 070 184 ----------------------------------1

47)  Luís Fernando Pereira Romão – Faro – 914 667 112 -------------------------------------(NÃO)

48)  Manuel Barbosa Carneiro – Moscavide – 936 667 123 -----------------------------------------2

49)  Manuel Benjamim Martins Dias – Porto – 965 879 408 ----------------------------------(Não)

50)  Manuel Carvalho de Sousa – Mancelos, Amarante – 913 499 680 ----------------------(Não)

51)  Manuel Dias Jeremias – Maia – 919 652 823 -----------------------------------------------------1

52)  Manuel Guedes Ferreira – Espinho – 913 048 622 ----------------------------------------------2

53)  Manuel José Silva Gomes – Anadia, Sangalhos – 968 356 595 --------------------------------1

54)  Manuel Medeiros – Porto – 962 568 567 ----------------------------------------------------(NÃO)

55)  Manuel Óscar Almeida – Santa Catarina, Vagos – 964 198 204 -----------------------------2

56)  Nelson Marques Cardoso – Couto de Baixo, Viseu – 966 454 853 ---------------------------1

57)  Salvador Pinto Carriço – Fânzeres, Gondomar – 966 537 600 ------------------------- (NÃO)