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terça-feira, 7 de junho de 2016

P268 - GUINÉ: (D)O OUTRO LADO DO COMBATE, MEMÓRIAS DE MÉDICOS CUBANOS (1966-1968) - O Caso do Cirurgião Domingo Diaz Delgado (I). Por: Jorge Araújo


Caríssimo Camarada Sousa de Castro

Os meus melhores cumprimentos.

A poucos dias da realização de nova operação ao baú das memórias ultramarinas, tendo por contexto o XXXI Encontro Nacional – Almoço Convívio da nossa CART 3494, aqui tens mais uma narrativa para mais tarde recordar. Ela surge na sequência do meu último escrito, tendo por tema a actividade do PAIGC em Canquelifá [JAN1974] e o envolvimento dos cubanos na sua planificação. Trata-se da 1.ª parte de um total de oito fragmentos.

Até lá… com um forte abraço de amizade. 

Jorge Araújo.

JUN’2016.


  1. INTRODUÇÃO

Trago hoje ao colectivo dos Fantasmas do Xime e aos anónimos que nos visitam regularmente o tema que ficara em aberto na sequência da minha última narrativa relacionada com as actividades do PAIGC, em janeiro de 1974, na região de Canquelifá [P264], de que resultou a morte do meu/nosso camarada Ranger Pinto Soares, e onde é referida a presença de cubanos no apoio à guerrilha. Esse apoio, que no início era secreto, deixou de o ser com o decorrer do tempo, porque, como diz o ditado popular: «mais cedo ou mais tarde tudo se sabe».
Influenciado pelos comentários produzidos pelos camaradas Luís Graça, António Rodrigues, António Duarte e Luís Lomba, que agradeço, procurei encontrar outros relatos que pudessem acrescentar algo mais ao que já se disse/escreveu a esse respeito, nomeadamente com recurso ao publicado neste espaço colectivo. Foi a partir dos postes: 950; 951 e 956 [BTG] que, seguindo em frente, encontrei um livro escrito pelo jornalista cubano Hedelberto López Blanch com o título «Historias Secretas de Médicos Cubanos», que achei interessante partilhar convosco, ainda que saiba que na fita do tempo estas memórias estejam a uma distância de meio século.


Porque está escrito em castelhano (espanhol) tomei a iniciativa de o traduzir como meio de facilitar a sua compreensão, quer daqueles a quem o contexto diz muito, como de quem se vier a interessar pelo seu aprofundamento. A sua tradução procurou ser o mais fiel possível das ideias expressas pelos diferentes protagonistas, que ficou mais facilitada pela nossa condição de ex-combatente.
Hedelberto López Blanch, enquanto jornalista investigador, conta a história vivida por quinze médicos cubanos que estiveram na Argélia, na Guiné (Bissau), no Congo Leopoldville (belga), no Congo Brazzaville (francês) e em Angola, apoiando os movimentos de libertação daqueles territórios.
No caso da Guiné (Bissau) são três os entrevistados: o médico-cirurgião Domingo Diaz Delgado, o médico de clínica-geral, com experiência em cirurgia, Amado Alfonso Delgado e o médico militar, especialista em cirurgia geral, Virgílio Camacho Duverger, os quais relatam algumas das suas muitas memórias [experiências], vividas na primeira pessoa, e das motivações que os levaram a optar por um dos lados do combate.
Pela dimensão do conteúdo narrado no livro [pp 112-164], a metodologia utilizada teve que ser a da divisão por partes, sendo esta, justamente, a primeira delas.









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