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sábado, 26 de outubro de 2013

P191 - PALCO DE JOGOS E SOBREVIVÊNCIA, AINDA A EMBOSCADA NA PONTA COLI - GUINÉ, EM ABRIL DE 1972, «AVERDADE DOS NÚMEROS» EM CONTRADITÓRIO COM OS DO PAIGC (Jorge Araújo)



Mensagem de Jorge Alves Araújo ex-Furriel Mil. Op. Esp./RANGER, CART 3494

(Xime-Mansambo, 1972/1974) com data de 25OUT2013.




Caríssimo Camarada Sousa de Castro.
Os meus melhores cumprimentos.
Por ter tido acesso ao espólio de documentos [comunicados mensais] elaborados pelo PAIGC, em depósito na Fundação Mário Soares, sobre as suas actividades de guerrilha desenvolvidas contra as NT, em particular as que envolveram o contingente da CART 3494, constatei a existência de significativas diferenças numéricas quanto aos resultados obtidos, nomeadamente os que se referem à 1.ª emboscada na Ponta Coli, em 22.Abr.1972.
No sentido de contribuir para a maior aproximação à verdade dos factos [qualitativa e quantitativa], não me restava outra alternativa senão torná-los públicos, deixando ao cuidado do leitor a sua interpretação.
Eis, então, mais um modesto contributo a incluir no baú de memórias da CART 3494 (1971/74).
Obrigado pela atenção.
Um forte abraço para todos.
Jorge Araújo.
Outubro/2013.




A CART 3494 E AS EMBOSCADAS NA PONTA COLI
(XIME-BAMBADINCA) – 1972
- A verdade dos números -
Há pouco mais de ano e meio (Abril/2012) tomei a iniciativa de narrar aqui no blogue da Companhia – postes 148 e 152 –, na primeira pessoa, o que ainda estava bem presente na minha memória referente às ocorrências observadas nas duas emboscadas sofridas pelo 4.º GComb da CART 3494, na fatídica e sempre arriscada segurança à Ponta Coli.
Esta segurança era organizada num «ponto X», dito estratégico, na Estrada Xime-Bambadinca [ver mapa], estrada que tinha o seu início/fim no Cais do Xime
e que era a única via que dava acesso ao extremo leste do território, de que são exemplos as localidades de: Bafatá, Nova Lamego, Piche, Canquelifá, Galomaro, Mansambo, Xitole, Saltinho, entre outras.
Pelo elevado grau de dificuldade, a que se adiciona o historial de confrontos com os guerrilheiros do PAIGC anteriores à nossa companhia, como são os sucessivos exemplos da CCAÇ 1550 (1966/68), CART 1746 (1967/69), CART 2520 (1969/70) e CART 2715 (1970/72), cada segurança diária na Ponta Coli era sempre uma acção/missão única, dando lugar continuamente a novos desafios, por estar carregada de interrogações onde emergia o conceito «surpresa», principal característica na guerra de guerrilha.
Por esse motivo, e em função das inúmeras experiências que aí vivi (vivemos), decidi chamar-lhe: «palco de jogos de sobrevivência», já que a única regra desse “jogo” era a eliminação física do opositor ou dos opositores por antecipação e perícia, independentemente dos argumentos e motivações que a cada qual pudessem assistir, à época.
Para identificação desse «palco» e caracterização do seu contexto, eis algumas imagens:
Foto 1 – Xime (Ponta Coli - Maio/1972) – Espaço onde se concentravam e distribuíam os nossos militares em serviço de segurança à estrada Xime-Bambadinca

Foi exactamente neste local que um bigrupo do PAIGC, comandado muito provavelmente por Mário Mendes, constituído por mais de cinco dezenas de guerrilheiros, se instalou no dia 22.Abr.1972, sábado, e donde emboscou o nosso GComb.
O baptismo de fogo (ao vivo e a cores) da CART 3494 aconteceu, assim, ao trigésimo nono dia depois ter assumido na plenitude o controlo do seu território de intervenção – o XIME –, na sequência de ter finalizado o tempo de sobreposição com a CART 2715, do BART 2917 (1970/72), que decorreu entre 28.Jan e 14.Mar.1972.
AK-47 conhecida por  Kalashnicov
De referir, a propósito do nome de Mário Mendes, que este CMDT do PAIGC viria a ser morto no dia 25 de Maio de 1972, 5.ª feira [um mês depois da emboscada], na acção «GASPAR 5», realizada por 6 GComb (3 da CART 3494 e 3 da CCAÇ 12). O “encontro” com Mário Mendes aconteceu na Ponta Varela, tendo-lhe sido capturada a sua Kalashnicov, bem como 3 carregadores da mesma e documentos que davam conta das “acções” a desenvolver na zona de que era responsável.
Sabendo-se que era um líder temido e um guerrilheiro experiente, conhecedor dos terrenos que pisava e consciente dos riscos que corria, estas dimensões conjugadas não foram suficientes para garantirem estar a salvo e sobreviver, mais uma vez, aos muitos sustos que certamente apanhou ao longo dos anos que viveu no mato.
Depois de alguns elementos (5/6) do seu grupo terem sido detectados pelas NT na acção sobredita, e que não se sabia, naturalmente, de quem se tratava, um daqueles elementos (Mário Mendes) liderou uma estratégia de fuga que não lhe foi, desta vez, favorável, por via de lhe(s) ter sido movida perseguição, obrigando-nos a serpentear várias vezes os mesmos trilhos, entre itinerários de vegetação e clareiras.
Por isso, estou crente que Mário Mendes, a partir do momento em que ficou sem rumo certo e sem portas de saída, movimentando-se em várias direcções, sem sucesso, tomou consciência de que aquele seria o último dia da sua vida. E foi, por intervenção de elementos da CCAÇ 12.

Foto 2 – Xime (Ponta Coli - Maio/1972) – O mesmo espaço anterior, onde se observa um trilho à esquerda, que ligava várias árvores, em que cada uma delas era utilizada como ponto de observação e “escudo”.

Foto 3 – Xime (Ponta Coli - Maio/1972) – O mesmo espaço anterior, vendo-se a base de um tronco da árvore «bissilão» (ou da família!), de grande porte, situada mais ou menos a meio da linha de segurança, numa frente de aproximadamente cem metros, e onde se fixava o comandante do GComb.
Foto 4 – Xime (Ponta Coli - Maio/1972) – O mesmo contexto e o mesmo tronco da árvore da imagem anterior, agora num plano mais elevado.
Foto 5 – Xime (Ponta Coli - Maio/1972) – O mesmo espaço anterior com a observação de um «bagabaga», que funcionava como posto de vigia.
Considerando o historial dos dois confrontos contabilizados pela CART 3494, de que resultaram baixas de ambos os lados, importa dar-vos conta da «verdade dos números», agora por contraditório com os divulgados pelo opositor da contenda – o PIAGC.
Sei [ou sabemos] que esses números, agora que estão decorridos mais de quatro dezenas de anos, pouca relevância têm entre nós, ou seja, não interessam nada. Porém, porque a eles estamos ligados, importa, do ponto de vista histórico [que é a ciência dos factos reais], corrigi-los, em nome da verdade por oposição à ficção.
Para o efeito, foi consultada a História da Unidade do BART 3873, em particular a da companhia CART 3494, bem como o arquivo Amílcar Cabral disponível na Net com o endereço http://casacomum.org/cc, pertença do Arquivo & Biblioteca da Fundação Mário Soares, em contra ponto com o que observámos nesse contexto.
1.    – EMBOSCADA DE 22 DE ABRIL DE 1972 – Os números  
a)    – O que aconteceu …
Naquele dia, o grupo escalado para cumprir a missão de efectuar a segurança à Ponta Coli era o 4.º GComb, constituído por vinte operacionais, entre sargentos e praças, uma vez que não havia nenhum oficial adstrito, e mais dois condutores e um Guia, no caso o Malan, o que totalizava vinte e três elementos.
Estes elementos seguiram em duas viaturas [12+11] Unimog.
Na sequência do confronto, o balanço da primeira emboscada sofrida pela CART 3494 foi de um morto, o camarada furriel Manuel Rocha Bento [a única baixa em combate ao longo dos mais de vinte e sete meses de comissão], dezassete feridos entre graves e menos graves, e, por exclusão de partes, cinco dos militares saíram ilesos, sendo eu um deles.
b)   – O que consta na História da Unidade – BART 3873
- Em 220600ABR72 grupo IN emboscou a segurança da PTA COLI (01 GRCOMB da CART 3494). As NT e a Artilharia do XIME pôs [puseram] o IN em fuga. Sofremos 01 morto (Furriel), 07 feridos graves e 12 feridos ligeiros [p.59].
c)    – O que consta no Comunicado do PAIGC sobre as acções militares do mês de Abril (1972)
Transcrição do comunicado do PAIGC em língua francesa, sobre as acções militares do mês de Abril (1972) e assinado por Amílcar Cabral.
Tradução do parágrafo em que é referida a emboscada à Ponta Coli.

(…)
“As emboscadas mais mortíferas para o inimigo foram as que ocorreram nos itinerários do Saltinho/Kirafo [CCAÇ 3490/BCAÇ 3872 - 72/74*] (a 17 de Abril, 2 viaturas destruídas, 20 mortos e vários feridos) e a do Xime/Bambadinca (a 22 de Abril, 4 viaturas destruídas e 12 mortos).
(…)
Data: 8 Junho 1972
Amílcar Cabral
Secretário Geral

Fonte:
Instituição: Fundação Mário Soares (http://casacomum.org/cc/parceiros?inst=1)
Pasta: 07/197.160.014
Título: Comunicado do PAIGC sobre as acções militares do mês de Abril
Assunto: Comunicado do PAIGC sobre as acções militares do mês de Abril (66 operações), com destaque para o ataque a Mansoa e Bolama. Denuncia a destruição de escolas, hospitais e vilas, a utilização de napalm e os bombardeamentos aéreos efectuados pelo exército português. Comunicado assinado por Amílcar Cabral.
Data: Quinta, 8 de Junho de 1972
Observações: Doc. Incluído no dossier intitulado Documentos.
Fundo: DAC - Documentos Amílcar Cabral
Tipo Documental: Documentos
– A VERDADE DOS NÚMEROS 
Perante os elementos acima referidos, em particular os oficiais: NT e PAIGC, deixo-os à V. consideração.
Espero que tenham ficado mais esclarecidos.
Um forte abraço para todos, com muita saúde e energia.
Jorge Araújo.
Outubro/2013.


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

P190 - O “JOGO DA BOLA” NOS INTERVALOS DA GUERRA DE GUERRILHA - Memórias de há 40 anos do Xime-Bambadinca-Mansambo, 1972-74 (JORGE ARAÚJO)

1. Msg de Jorge Araújo, ex. Fur. Milº Op. Esp. Ranger, da CART 3494, com data de 14OUT2013 apresentando um tema deveras interessante, que é o desporto nos intervalos da guerra de guerrilha, sendo o futebol o de maior destaque, aquele que em qualquer companhia se disputava, defrontando por várias vezes equipas locais africanas, para além de outras modalidades, nomeadamente o voleibol. Como diz o  Jorge Araújo, cito;[tema pouco abordado neste contexto], que tem passado um pouco ao lado, quer neste como em outros blogues referentes à guerra do Ultramar. 
Reconheço nas fotos apresentadas, pelo menos três camaradas que já não se encontram entre nós, o Sousa Pinto (Furriel), faleceu em 01ABR2012,  Rogério Tavares da Silva (soldado TRMS), faleceu em 16JUN2002 e o Manuel da Cruz Ramos (1º cabo apontador morteiro 81mm), faleceu em 22NOV2012sem esquecer (para além dos que foram vítimas da guerra) todos os outros, que deixaram de pertencer ao mundo dos vivos, por acidentes de viação, doença prolongada e outras causas. 
Os seus nomes:
Joaquim de Jesus Fernandes (fal. P/acidente 29AGO1992)
Manuel Pais Moreira (Fal. 1996)
Silvino Vaz da Rosa e Silva (faleceu 09MAR2002)
Adão Manuel Gomes da Silva (Fal. OUT. 2009
Ilídio Ferreira Amaral (Fal. 17ABR2009
Joaquim Torres Trindade (data desconhecida)
Laurentino Bandeira dos Santos (data desconhecida)
António da Costa (data desconhecida)
Victor Manuel Ponte da Silva Marques (data desconhecida)

Por outro lado apelo aos camaradas que nos lêem para que me façam chegar as suas ESTÓRIAS acompanhadas de fotos, para que todos nós revivamos os momentos que de alguma forma fazem parte da nossa vida.
SC 

2. Caríssimo Camarada Sousa de Castro.
Os meus melhores cumprimentos.
Para o baú de memórias da CART 3494, de que o nosso blogue é o fiel depositário, anexo mais um apontamento histórico sobre algumas das experiências colectivas vividas no cenário militar do Comando Territorial Independente da Guiné (CTIG), nos anos de 1972 a 1974.
Trata-se de um tema pouco abordado neste contexto, mas que merece, tal como os outros, um espaço de debate e de contraditório.
Espero merecer a V. concordância.
Obrigado pela atenção.

Um forte abraço para todos os FANTASMAS DO XIME.

Jorge Araújo,

Outubro/2013

O “JOGO DA BOLA” NOS INTERVALOS
DA GUERRA DE GUERRILHA
- Memórias de há 40 anos do Xime-Bambadinca-Mansambo (1972-74) 
Revisitando o baú de memórias relacionadas com as vivências e experiências que fazem parte do nosso currículo militar construído no CTIGuiné, entre 1972 e 1974, organizadas por contexto e estruturadas segundo uma classificação que varia entre factos bons e menos bons (ou maus!), eis que, pelo presente, vos quero dar conta de uma prática lúdica que, tradicionalmente, ocorria a meio da tarde, depois de cumpridas as principais tarefas impostas pelo sistema.
Era, então, o tempo da prática a que chamo do «jogo da bola», vulgo futebol, e que despertava sempre grande entusiasmo no seio da nossa companhia (provavelmente de todas as unidades, das menos às mais numerosas), estando sempre garantida forte adesão, quer fosse na qualidade de agentes activos (os jogadores), quer se tratasse de agentes passivos (os assistentes), fenómeno que continua a ser recorrente nos dias de hoje.
Contudo, era necessário a existência do objecto que dá sentido ao jogo – a bola – suscitando, a partir de então, um desejo crescente de a pontapear, constituindo-se, por essa via, como um poderoso meio de socialização. Esta bola mágica, como lhe chamam muitos estudiosos do fenómeno, porque tem a propriedade de entrar em movimento em função das suas diferentes dimensões: direcção, colocação, velocidade, rotação ou trajectória, faz depender o seu resultado da acção exógena que sobre ela é exercida. Deste modo, esta bola (todas as bolas!) tem, assim, um movimento variável e aleatório, por via de seguir um itinerário dependente do modo como é impelida, batida ou arremessada. Daí se considerar que a bola continua a ser um brinquedo que exerce sobre o homem, jovem ou adulto, uma atracção que se renova permanentemente.
Praticada nos intervalos da guerra de guerrilha, esta que por definição emerge da táctica que utiliza (ataques rápidos seguidos de fuga; confronto indirecto; emboscadas; ataques surpresa, por via da grande mobilidade dos seus intervenientes), o «jogo da bola» contribuiu, de facto, para o desenvolvimento de competências relacionadas com factores tácticos, técnicos, psicológicos e físicos, quando analisado numa perspectiva endógena de superação ou transcendência de que cada jogo está impregnado, e que ajudou a lidar melhor com o “jogo do gato e do rato”, fintando o melhor possível as dificuldades/adversidades colocados pelo IN.
Quando surgia a dita «bola mágica», logo nascia a vontade de a fazer rolar, organizando-se grupos informais, ainda que alguns dos seus intervenientes se encontrassem na fase de aprendizagem, garantindo, a maioria das vezes, sucessivas desforras ou “tira teimas” logo que possível, em função dos resultados, mas que acabariam por se revelarem de importantes no reforço da coesão de todo o colectivo da CART 3494.
Concluído cada «jogo da bola», o processo de socialização mudava de terreno de prática, sendo transferido para o bar, onde os golos tinham outro sabor, e as conservas e outros alimentos eram digeridos, igualmente, com grande prazer e satisfação. Aqui a vitória estava sempre garantida.
Pelo exposto, os testemunhos fotográficos que seguidamente apresentamos por ordem cronológica, reportam a momentos onde a câmara esteve presente. A qualidade de cada uma não é a melhor, mas não nos podemos esquecer que todas elas têm mais de quarenta “chuvas”, de vida. É obra!
Espero que gostem de recordar os vários locais referidos: Xime-Bambadinca-Mansambo, em particular aqueles que nelas estão incluídos, pois foi esse o principal objectivo que me moveu ao escrever mais esta retrospectiva histórica.

FOTOGALERIA:

Foto n.º 1 – Xime (Abril/1972) – Eu com uma postura à imagem e semelhança do saudoso José Maria Pedroto (1928-1985), nascido na Freguesia de Almacave, Município de Lamego, cidade incluída no meu itinerário militar, por aí ter concluído a especialidade de “Operações Especiais”, no complexo de Penude.

Foto n.º 2 – Xime (Abril/1972) – uma equipa do 4.º GComb, o grupo que sofreu duas emboscadas na Ponta Coli – a 1.ª em 22.Abr.1972; a 2.ª em 01.Dez.1972 (Vd. Postes: 148 e 152).
Na 1.ª linha, da esquerda para a direita, estão o Teixeira (soldado), o Bento (furriel), o Araújo (furriel), o Sousa Pinto (furriel) e o Monteiro (1.º cabo).
Esta imagem foi obtida três semanas antes da 1.ª emboscada, onde viria a falecer o camarada Furriel Manuel Bento, natural da Ponte de Sor, e que seria a única baixa em combate registada pelo contingente metropolitano da CART 3494.

Foto n.º 3 – Xime (Abril/1972) – uma equipa mista da CART 3494. Imagem obtida quinze dias antes da 1.ª emboscada na Ponta Coli, com destaque, na 1.ª fila, para o furriel Manuel Bento (o 1.º da direita) e o furriel Sousa Pinto (o 2.º da esquerda), falecido em 01.Abr.2012

Foto n.º 4 – Xime (Abril/1972) – fase muito animada de um «jogo da bola» no centro da parada do aquartelamento.

Foto n.º 5 – Bafatá (28.Jan.1973) – Equipa da CART 3494 que se deslocou a Bafatá para realizar um jogo com um misto de militares aquartelados naquela região.

Foto n.º 6 – Bafatá (28.Jan.1973) – imagem referente aos preparativos de regresso ao Xime, após a conclusão do jogo.
Foto n.º 7 – Bafatá (28.Jan.1973) – imagem referente à fase que antecedeu o início do jogo.

Foto n.º 8 – Bafatá (28.Jan.1973) – imagem após a conclusão do jogo.

Foto n.º 9 – Mansambo (Abril/1973) – equipa de sargentos/oficiais organizada após a transferência do Xime para Mansambo, ocorrida em Março/73, em substituição da CART 3493, deslocada para Cobumba, localidade situada em pleno Cantanhez.
Em 1.º plano, da esquerda para a direita: os Furriéis: Araújo, Ferreira, Oliveira e Godinho. Em 2.º plano, segundo a mesma ordem: Correia (Alferes), Luciano Costa (Capitão – o 3.º da Companhia), Jesus (Furriel) e Araújo (Alferes).
Foto n.º 10 – Bambadinca (30.Set.1973) – Equipa mista constituída por elementos da CCS do BART 3873 e da CART 3494, escalada para os jogos (dois) com a CCS do BCAÇ 3872 (Galomaro).
Em 1.º plano, da esquerda para a direita: Costa, Ferreira, Romão, Sousa e Adérito. Em 2.º plano: Mesquita, Santos, Carrasqueiro, Alberto, Rainha, Araújo, Gonçalves e Oliveira.

Foto n.º 11 – Bambadinca (Nov./1973) – Imagem obtida no campo de futebol de Bambadinca (instalações do BART 3873), a meio da tarde, num contexto informal de prática lúdica.
Na sequência da nossa deslocação a Galomaro, o meu prémio do jogo foi a ocorrência de uma lesão no rádio (osso), entre o estilóide radial e o escafóide, do braço esquerdo, obrigando-me a andar durante cinco semanas com ele engessado, como aliás, é possível observar na foto. Do meu lado direito, e entre postes, está o ex-Furriel Comando Américo Costa, colocado na CCS do Batalhão.
Agora que leram o meu escrito e viram as imagens, com as referências em rodapé, façam o favor de as comentar, dizendo o que vos vai na alma.
Fico a aguardar as V. prezadas notícias.
Um forte abraço para todos, com muita saúde e energia.
Jorge Araújo.
Outubro/2013.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

P189 Manuel da Costa Pereira ex. Capelão do BART 3873 de 71 anos sequestrado em assalto à casa paroquial

Padre de Viana do Castelo assaltado com violência dentro de casa durante a madrugada 


 EM 25 DE SETEMBRO DE 2013


http://portocanal.sapo.pt/noticia/8022/


Ex. capelão BART 3873 Costa Pereira
1. Um padre de Viana do Castelo foi assaltado com violência hoje, de madrugada, no interior da residência, entregando cerca de 5.000 euros, num caso já em investigação pela Polícia Judiciária.
Fonte daquela força policial confirmou à Lusa que estão a decorrer "diligências" no terreno, tendo em conta que o assalto terá sido perpetrado por três homens encapuçados munidos com pelo menos uma arma de fogo.
Tudo aconteceu na casa paroquial de Mujães, freguesia do concelho de Viana do Castelo, entre as 00:00 e as 02:00 de hoje, conforme relatou o pároco Manuel da Costa Pereira, de 72 anos.
"Acho que entraram pela parte de baixo da casa, talvez arrombando a porta, e como não encontraram dinheiro foram-me buscar à cama para lhes dar a chave do cofre. Arrastaram-me, ameaçaram-me e ainda me deram uma bofetada na cara", disse.
Acrescentou que os assaltantes acabaram por fugir com cerca de 5.000 euros em dinheiro, entre verbas do próprio padre e da paróquia, que estavam guardadas em diferentes locais daquela residência, inaugurada no último verão.
"Era dinheiro de contas que ainda tinha de fazer com a diocese, de causas sociais e outros apoios ou serviços", admitiu ainda.
Antes de se colocarem em fuga, os três assaltantes amarraram o sacerdote com gravatas que encontraram na residência. "Ao fim de alguns minutos, consegui soltar-me e pedi ajuda. Mas tive muito medo, porque eles ameaçaram-me com a arma", confessou Manuel Pereira.

A GNR foi chamada ao local perto das 02:00, tendo a investigação transitado para a Polícia Judiciária.

Fonte: "PORTO CANAL"

Biografia militar
Fonte:  Livro editado pela Comissão dos antigos Combatente de Barroselas em 2001
"COMBATENTES DO ULTRAMAR" Execução Gráfica: GRAFICRIA


"COMBATENTES DO ULTRAMAR"

A RAZÃO DESTE TRABALHO
(EXCERTO)

(...) Em face disto, sentimos que era imperiosa obrigação da nossa geração de Combatentes do Ultramar, lembrar aos vindouros os nomes dos naturais de Barroselas ou aqui residentes, bem assim como outros que quiseram aderir a esta ideia, que entre 1959 e 1974 passaram pela Guerra do Ultramar e um pouco antes pela Índia, Timor e Macau (...).


2. Comentário na Tabanca Grande em 03OUT2013

Luís Graça disse...
Camarada Sousa de Castro, grã-tabanqueiro nº 2, transmite ao teu vizinho, nosso camarada e ex-capelão do teu batalhão, o BART 3873 ( Bambadinca dez 1971/ abr1974), o padre Manuel da Costa Pereira, as minhas ,as nossas, mais vivas palavras de repulso por esse cobarde ato de violência de que ele foi vítima e que, esperamos bem!, não ficará impune! 




... Transmite também mais as nossas mais calorosas e fraternas palavras de solidariedade e camaradagem... traz, também, o teu capelão até nós, até à Tabanca Grande, para que ele se sinta ainda mais próximos de nós. Arranja-nos o enderaço de correio eletrónico, para lhe podermos transmitir as nossas mensagens. Obrigado pelo alerta!.

3. Sousa de Castro em 04OUT2013


Camarada Luís Graça, acabei mesmo agora de falar ao telefone com o capelão do BART 3873, onde lhe transmiti as mais fraternas palavras de solidariedade dos camaradas da Guiné, pedindo-lhe o endereço eletrónico o qual se prontificou a fazê-lo que é: 

Manuel Martins da Costa Pereira 


 Tel. 258 971 112 ou 258 971 505

Vd. post.: http://cart3494guine.blogspot.pt/2013/07/p183-convivios-combatentes-do-ultramar.html