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sexta-feira, 15 de maio de 2015

P239 - OS ENCONTROS ANUAIS DA CART 3494 (XIME - ENXALÉ - MANSAMBO) Por: Jorge Araújo


Caríssimo Camarada Sousa de Castro
Os meus melhores cumprimentos.
Estamos a poucos dias da concretização de mais um Convívio Anual dos ex-combatentes da CART 3494, ano em que comemoraremos a trigésima edição com o regresso às origens, ou seja, a Vila Nova de Gaia e ao seu Quartel de Artilharia na Serra do Pilar, antes designado pela sigla «RAP2», depois «RASP» e agora «RA5»Face à inexistência de um documento histórico que permitisse ao nosso colectivo identificar a evolução dos Encontros/Convívios já realizados em anos anteriores, no qual se incluía, igualmente, o desconhecimento generalizado sobre o processo que esteve na base do reagrupar das/dos Tropas, tomei a iniciativa de proceder à sua reconstituição durante o ano passado, com o apoio de alguns camaradas.
Deste trabalho de pesquisa, que considero incompleto, foi possível organizá-lo em quatro partes, estruturadas do mais recente ao mais antigo, e que podem ser consultadas neste blogue na etiqueta «encontros», na coluna da direita.
Como a informação, mais ou menos detalhada, estava dispersa por quatro narrativas, entendi aproveitar esta efeméride dos «XXX ENCONTROS» para fazer um novo texto resumo, onde se identificam cronologicamente todos os convívios realizados desde 1986, com datas, locais e respectivos organizadores.
Concluído este processo, impõe-se, depois, dar-lhe continuidade, actualizando-o.
Com um forte abraço de amizade.
Jorge Araújo.

GUINÉ

Jorge Alves Araújo, ex-Furriel Mil. Op. Esp./RANGER, CART 3494

(Xime-Mansambo, 1972/1974)

- Um Itinerário Histórico de trinta anos [1986-2015] -  

 
1. - INTRODUÇÃO
Está aprazado para o próximo dia 13 de JUNHO de 2015, sábado, um novo ENCONTRO/CONVÍVIO ANUAL – o XXX – dos ex-combatentes da Companhia de Artilharia 3494, do BART 3873, que se conheceram no já longínquo ano de 1971.
Esta relação iniciada na Metrópole, no ano acima, teve no Comando do Regimento de Artilharia Pesada 2 [RAP2], da Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia [agora Regimento de Artilharia n.º 5], a principal testemunha, gravando nas páginas de um dos livros da sua historiografia os nomes de cerca de cento e setenta milicianos, entre oficiais, sargentos e praças, nascidos maioritariamente no ano de 1950, donde saiu, em 22DEC1971, 4.ª feira, mais um contingente militar com destino ao Comando Territorial Independente da Guiné [CTIG].
A este primeiro Encontro formal – o militar, selado há quarenta e quatro anos, seguiram-se, no CTIG (Comando Territorial Independente da Guiné), outros encontros e desencontros durante vinte e sete meses e uma semana [de 29DEC1971 a 3ABR1974], por efeito das acções que nos foram confiadas nas várias frentes da nossa missão ultramarina.
Em colectivo, fomos capazes de superar a grande maioria das adversidades que durante aquele tempo nos foram surgindo no caminho, por efeito de trilharmos os difíceis e problemáticos itinerários do Xime, Enxalé, Mansambo e outros contextos incluídos no vasto Sector Leste [L1 - Bambadinca], onde emergiam inúmeras armadinhas, que nos obrigavam a controlar as sucessivas emoções/tensões e que suscitavam permanentes incertezas quanto ao outro dia que se seguia no calendário.
Mas… esse tempo é/está passado…
Agora, no Restaurante Quinta da Paradela, sito na Freguesia de Pedroso, no Município de Vila Nova de Gaia, será à volta das mesas da imagem ao lado, que iremos ter a oportunidade de trazer à memória muitos dos episódios que então experienciámos, alguns já conhecidos da maioria, outros que entretanto nos recordámos e que importa divulgá-los em primeira mão. Desta forma solidária e fraterna, continuaremos a aprofundar entre nós, ex-combatentes e familiares, os laços de lealdade de dimensão inter-humana.
Ex. Fur. Domingues
Ex. Fur. Dias
Na edição deste ano, onde comemoraremos uma efeméride de trinta Convívios, com organizações continuadas e descentralizadas em vários cidades da Região Norte e Centro do País [ P206 + P207 + P208 + P213 + P214], a Comissão Organizadora do XXX Encontro, a cargo dos camaradas Luís Coutinho Domingues e Manuel Benjamim Dias [esqª./dtª. - fotos de 1973], fez/faz questão de nos levar ao local onde tudo começou, ou seja, às origens.
Eis, um motivo mais para estarmos presentes.
2. - ANTECEDENTES HISTÓRICOS

Como seria natural e normal, com a conclusão do Serviço Militar Obrigatório, que variou entre os três e os cinco anos, conforme os casos, deu-se início a uma nova etapa das nossas vidas. Por essa razão, tomaram-se diferentes opções em função de projectos profissionais antigos, que tinham ficado em suspenso, ou equacionaram-se novas possibilidades, no País ou além-fronteiras.
Na maioria dos casos ocorreu a constituição de novas famílias e, concomitantemente, assistimos ao nascimento dos primeiros herdeiros. Na prática, estas mudanças sucessivas obrigaram-nos a gerir, com bom senso, a natureza desses novos tempos a partir da interface entre o tempo social e o tempo profissional.
Uma vez que cada um seguiu em frente, em função das escolhas do sentido da sua acção e das dinâmicas de cada momento, a “família militar dos fantasmas do Xime”, da CART 3494, esteve desencontrada e desorganizada durante dez anos.
3. - O [re] AGRUPAR DAS/DOS TROPAS
Lúcio (Vizela)
O processo de reorganização das/dos tropas da CART 3494 iniciou-se, então, em 1984, dez anos depois da sua chegada a Lisboa em 3ABR1974. Essa iniciativa, que já louvámos anteriormente, esteve a cargo do camarada Lúcio Monteiro da Silva [ex-1ºC.], também conhecido por «Vizela», e residente em Moreira de Cónegos, Guimarães.
Durante dois anos [1984-1986], este procurou organizar uma base de dados que permitisse estabelecer contactos entre os elementos listados no sentido de poder realizar-se, tão breve quanto possível, um Encontro/Convívio anual. Depois de algumas centenas de quilómetros efectuados entre diferentes localidades do Norte e Centro do País, particularmente no Minho e Douro, de onde a maioria do contingente era natural e/ou residente, concretizou-se em 14 de JUNHO de 1986, sábado [faz vinte e nove anos], o 1.º Almoço/Convívio/Encontro dos ex-Combatentes da CART 3494.

Ainda que com reduzida participação, os pioneiros deste movimento de reorganização das/dos tropas da CART 3494 reuniram-se, naquela data, no Restaurante «O Frangueiro», em A Ver-o-Mar [Póvoa do Varzim], pertença do camarada João Machado [cozinheiro], com a presença do Júlio Peixoto [condutor], Alcides Castro [cantineiro] e Lúcio Monteiro [1.º cabo atirador], entre outros [P184], com a concentração a ter lugar nos espaços exteriores da Praça de Touros da Póvoa de Varzim.

4.O ITINERÁRIO HISTÓRICO DE TRINTA EDIÇÕES [1986-2015]
Na sequência do trabalho de pesquisa que realizámos anteriormente visando reconstituir/reorganizar o caminho iniciado em 1986 pelos pioneiros, e já publicado em quatro narrativas, conforme se pode conferir nos P207; P208; P213 e P214, este só foi possível concretizar com o apoio documental dos camaradas João Machado e Sousa de Castro, e oral de outros camaradas que participaram em diferentes Encontros.
Porém, é de referir que, numa perspectiva global, este nosso trabalho ficou aquém do que era expectável, particularmente no que concerne à divulgação de imagens relacionadas com cada um dos eventos. Contudo, como “o óptimo é inimigo do bom”, conceito atribuído ao ensaísta e filósofo francês Voltaire [François-Marie Arouet (1694-1778)], pode ser que surja outra oportunidade para o melhorar. Aguardemos!
Entretanto, apresentamos neste texto uma nova retrospectiva cronológica, resumindo os primeiros vinte e nove ENCONTROS, indicando-se as datas, os locais e os seus organizadores, enquadrados por uma imagem [a possível…] de cada um deles.



→ Jorge Araújo deixou o comentário abaixo, fazendo referência aos artilheiros de OBUS 10,5 cm, que não fazendo parte da CART 3494, são considerados como se o fossem, sem esqueçer-mos também do pessoal dos 1º e 2º ESQ. PEL MORT 2268 e PEL MORT. 4575, que prestavam apoio de fogo de Morteiro 81mm sempre que solicitados, contribuiram positivamente para a defesa da companhia e do aquartelamento nas melhores condições possíveis.

Bem hajam!


SC

Camaradas,

Não raras vezes, a nossa memória de longo prazo atraiçoa-nos e para justificar essas falhas não encontramos justificações plausíveis.

E o que aconteceu?

Nas diferentes narrativas que já elaborei, recuperando contextos e vivências concretas da nossa acção militar no CTIG [subsector do Xime], fiz referência aos apoios prestados pela equipa dos artilheiros do 20.º Pelotão de Artilharia que, tal como nós, estava sediado no Xime.

De facto, foram estes camaradas que, quando era necessário defender o Aquartelamento ou em circunstâncias mais problemáticas por que passámos fora deste, nos protegeram e nos auxiliaram no desempenho das nossas missões.

Daí que, não pertencendo eles, de facto, à estrutura orgânica da CART 3494, estes elementos são considerados, por pleno direito, membros da nossa família.

Dito isto, e porque estou certo de que o nosso colectivo partilha deste sentimento, endereço, por este meio, um convite a todos os ex-veteranos do 20.º Pelotão de Artilharia que connosco, como referi anteriormente, partilharam o mesmo tempo e os mesmos espaços, a juntarem-se a nós no próximo dia 13JUN2015, em Vila Nova de Gaia.

Vou pedir ao nosso camarada ex-Furriel Manuel Lino que elabore um escrito com uma pequena caracterização histórica do seu Grupo de Artilheiros e mais o que entender por oportuno.

Relembro os seus nomes: ex-Alferes Pinho e Maurício Viegas e os ex-Furriéis Josué Chinelo, José Pacheco e Manuel Lino.

Estamos gratos a todos eles.

Saudações fraternas.
Jorge Araújo.
19 de maio de 2015 às 11:40
4.1 - OS TRINTA ENCONTROS/CONVÍVIOS [1986-2015]







1 comentário:

Anónimo disse...

Camaradas,

Não raras vezes, a nossa memória de longo prazo atraiçoa-nos e para justificar essas falhas não encontramos justificações plausíveis.

E o que aconteceu?

Nas diferentes narrativas que já elaborei, recuperando contextos e vivências concretas da nossa acção militar no CTIG [subsector do Xime], fiz referência aos apoios prestados pela equipa dos artilheiros do 20.º Pelotão de Artilharia que, tal como nós, estava sediado no Xime.

De facto, foram estes camaradas que, quando era necessário defender o Aquartelamento ou em circunstâncias mais problemáticas por que passámos fora deste, nos protegeram e nos auxiliaram no desempenho das nossas missões.

Daí que, não pertencendo eles, de facto, à estrutura orgânica da CART 3494, estes elementos são considerados, por pleno direito, membros da nossa família.

Dito isto, e porque estou certo de que o nosso colectivo partilha deste sentimento, endereço, por este meio, um convite a todos os ex-veteranos do 20.º Pelotão de Artilharia que connosco, como referi anteriormente, partilharam o mesmo tempo e os mesmos espaços, a juntarem-se a nós no próximo dia 13JUN2015, em Vila Nova de Gaia.

Vou pedir ao nosso camarada ex-Furriel Manuel Lino que elabore um escrito com uma pequena caracterização histórica do seu Grupo de Artilheiros e mais o que entender por oportuno.

Relembro os seus nomes: ex-Alferes Pinho e Maurício Viegas e os ex-Furriéis Josué Chinelo, José Pacheco e Manuel Lino.

Estamos gratos a todos eles.

Saudações fraternas.
Jorge Araújo.