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sábado, 11 de fevereiro de 2017

P301 - HISTÓRIAS QUE A MEMÓRIA NÃO ESQUECE “A MINHA PASSAGEM PELO XIME DE REGRESSO A CASA” (João M. Pereira da Costa, CCS BART2857)

“A MINHA PASSAGEM PELO XIME DE REGRESSO A CASA”





João Maria Pereira da Costa, ex. Fur. Milº CCS - BART 2857, de Novembro de 1968 a Agosto de 1970.

Guiné - PICHE (zona Leste)

Xime, Agosto de 1970.

Chegados a Bambadinca perto das 05,00 horas da tarde, a primeira leva de regresso a Bissau, terminada a comissão, camionetas com as nossas malas e uma companhia, nos disseram que não havia maré e que teríamos de seguir para o Xime.
Deitei as mãos à cabeça e pensei baixinho vai ficar pelo caminho metade do pessoal em emboscada e depois a passagem da bolanha será tiro ao boneco. As covas na estrada com muita água, as viaturas só andavam através dos guinchos dos Unimogs agarrados às árvores.

Mas enfim!... Felizmente nada aconteceu.

Colocamos as viaturas na descida para o ancoradouro e o pessoal a dormir debaixo delas, pois somente ao outro dia pela manhã chegaria a LDG.
"LDG" no Xime, aquando do regresso à Metrópole do BART 3872 (Foto de Juvenal Amado)

E nós que vamos fazer!?
O pessoal periquito, com três meses de Guiné tudo dentro dos abrigos. Não restava nem mais um buraco para nós.

Começamos então na conversa com os piras. Pessoal, até que horas são aqui os ataques ao aquartelamento. Costumam terminar depois da meia-noite e devem vir da Ponta do Inglês. Então pessoal não existe por aí uma garrafinha de whisky? Nada, metidos nos buracos. Nós tarimbados fora dos abrigos e em cima das valas sem saber como iríamos passar a noite. Eram 20,00 horas. Fomos buscar umas garrafas das nossas e começamos a beber e a oferecer aos piras. Passado o medo o já com o efeito do álcool começaram a sair da toca.
Assistindo à matança da Vaca, ao fundo o Refeitório no Xime, 1972

Bem! Levamos a noite toda nos copos. Já se faziam corridas por cima das mesas do refeitório. Não conto pormenores pois ficou uma imundice.
Portanto não haviam lugares no tal "Hotel Estrela".

Até Bissau fomos a curtir a bebedeira da véspera. Um pouco de cuidado na ponta do inglês, mas tudo correu às mil maravilhas.
Histórias da nossa juventude de guerreiros inconscientes.
Belos tempos. Hoje mais idosos recordamos alguns dos bons momentos e das loucuras por terras da Guiné.
Um abraço a todos quantos passaram pelos vários Spa’s da Guiné.

João Maria P. da Costa

FEV 2017
  

3 comentários:

antonio disse...

Também por lá passei João. Desembarquei no Xime às 05,00 horas da tarde do dia 02-11-1973 a caminho de Pirada e Bajocunda e também passei essa noite em claro no quartel de Bambadinca.Um abraço Amigo!

Anónimo disse...

Caro amigo deixei o meu comentário na publicação sobre este episódio.
Mais uma vez o meu obrigado pela deferência.
Saudações de amizade e de solidariedade para toda a companhia cart 3494
Pereira da Costa

Anónimo disse...

Fiz uma paragem obrigatória no Xime por termos sido atacados na Ponte-Varela.escapamos por uma grande sorte,rajadas de armas ligeiras, RPG .batiam na água iam rebentar na bolânha do lado de Enxalé em 1969,as balas saltitavam na água.

Joaquim Tristao